quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Tecnologia a serviço da inclusão de deficientes visuais na escola

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Segundo dados do Censo Escolar 2008/2009, feito pelo Inep/MEC, mais de 55 mil alunos têm deficiência visual no país. Desse total, 51.311 são os chamados estudantes com baixa visão e 4.604 são cegos. Para estudar, seja na escola regular ou na escola especial, eles contam com um grande aliado: a informática. São softwares desenvolvidos justamente para atender à realidade desse público, o que facilita e muito o aprendizado e a inclusão desses alunos. Para José Francisco Souza, técnico em assuntos educacionais do Instituto Benjamin Constant (IBC) – referência no país em educação de deficientes visuais -, o acesso a esses programas é fundamental para que a pessoa possa interagir melhor com a sociedade e o mundo que a cerca: “Tenho 60 anos e na época em que fui alfabetizado, não tínhamos esses recursos. Hoje as coisas estão mais fáceis. Porém, essa facilidade não pode fazer com que a gente se acomode. É preciso continuar indo além, testar nossos limites, nos superar.”

A informática adaptada para o deficiente visual tem três tipos de programas: os leitores de tela, os ampliadores de tela e os digitalizadores de texto. Os leitores, como o próprio nome sugere, lêem tudo o que está na tela do computador, seja texto, Access, Power point, linguagem de programação, e-mail, MSN, etc. Por isso, são ideais para os cegos totais. Os ampliadores são bons para os chamados baixa visão. Como o programa amplia os ícones, as imagens, as letras e cria contrastes, facilita a leitura de quem tem a patologia da baixa visão, ou seja, não é totalmente cego. Já os digitalizadores transformam textos em sons. “Todos são muito bons mas cada um atende a uma realidade específica. E um complementa o outro. Por isso, é comum usarmos mais de um programa. Eu por exemplo, gosto muito do DOSVOX e do NVDA.”

Os dois programas citados por Francisco são free, ou seja, podem ser baixados gratuitamente pela internet. O DOSVOX, inclusive, foi desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NCE/UFRJ).

Outros muito bons citados por ele são o JAWS e o Virtual Vision, mas têm o inconveniente de serem pagos. São todos leitores. Na linha de ampliadores, existem o Magic e o ZoomText, também pagos. Já o Openbook é um digitalizador de texto.

Em Salvador, Adriana Garcia Rocha, de 39 anos, conhece bem esses programas. Aos 20 anos perdeu a visão e nem por isso parou de estudar. Procurou o Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP) e deu prosseguimento à sua formação. Hoje é professora de História, com pós em Cultura Afro-Brasileira. “O DOSVOX e o JAWS foram fundamentais para o acompanhamento dos conteúdos em sala de aula. Não sei o que seria da minha vida sem o acesso à informática que tive e tenho a partir desses softwares. Conquistamos mais autonomia e independência com eles.”




Política pública

O Ministério da Educação desenvolve, em parceria com os Estados, Municípios e o Distrito Federal, o Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais e o Projeto Livro Acessível para alunos com deficiência visual. Essas ações têm como objetivo a promoção da acessibilidade aos alunos da Educação Especial no ensino regular. Dessa forma, o MEC disponibiliza materiais didáticos e pedagógicos, equipamentos, mobiliários e laptops para comporem as Salas de Recursos Multifuncionais com o objetivo de apoiar a organização da oferta do Atendimento Educacional Especializado (AEE), complementar à escolarização nas escolas da rede pública e laptops aos alunos com cegueira matriculados no fim do ensino fundamental, no ensino médio, na EJA e na Educação Profissional, como recurso de acessibilidade ao livro e à leitura. Os laptops destinados aos alunos com cegueira são disponibilizados justamente com o sistema DosVox e se destinam ao uso individual em sala de aula e demais atividades educacionais, podendo ser utilizados em domicílio, mediante assinatura de termo de responsabilidade, conforme critério estabelecido pela direção da escola.




Fonte: Globo Educação

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Bom Recesso!



O recesso de carnaval nas escolas da rede estadual começou ontem, 15, e se estende até a Quarta-feira (22).

No dia 23/02, as atividades serão retomadas.

Aproveite o recesso para se divertir, se gosta de carnaval, ou para recarregar as baterias, descansando, se não gosta.

Bom recesso e até a próxima quinta!!



Claudia Fernandes e toda a Direc-28.




Pesquisa conclui que desigualdade no acesso é o principal problema educacional brasileiro

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As desigualdades no acesso e na permanência na escola são alguns dos problemas educacionais mais graves do País e devem ser combatidos com políticas específicas para cada região. Esse é o principal diagnóstico do relatório De olho nas metas 2011, divulgado pelo Movimento Todos pela Educação na última semana, com a intenção de subsidiar ações concretas para a qualificação do ensino no Brasil.

A publicação anual, que está em sua quarta edição, tem a missão de acompanhar os indicadores educacionais do País, no que tange o “atendimento escolar à população de 4 a 17 anos, alfabetização, desempenho dos alunos no ensino fundamental e médio, conclusão dos estudos e financiamento da educação básica”. O De olho nas metas 2011 articula informações sobre o desenvolvimento dos estudantes; dados sobre o acesso à escola, retirados do Censo Demográfico 2010; e reflexões de especialistas.

Entre as conclusões do relatório destaca-se o fato de que as diferenças no cenário educacional começam nas matrículas. Enquanto na região Sudeste, 92,7% das crianças, entre 4 e 17 anos, estão matrículadas na escola, na Norte o porcentual cai para 87,8%. “Temos ainda mais de 3 milhões de crianças fora da escola. E onde elas estão? Nas regiões afastadas e rurais”, avalia a coordenadora do Todos pela Educação, Andrea Bergamaschi.

Em análise feita para o relatório, o professor da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, Tufi Machado Soares, levanta a possibilidade de que os quadros de miséria estejam intimamente relacionados à dificuldade de obtenção de índices de conclusão do ensino fundamental. “Pode-se conjecturar que situações sociais de alta vulnerabilidade, como a miséria extrema, a existência de populações sujeitas a migrações constantes e populações isoladas, sejam alguns dos fatores para esta dificuldade. Mas é preciso um estudo mais cuidadoso, cruzando diferentes bases de dados para um diagnóstico mais preciso”, elocubra.

O relatório mostra que o processo de desigualdade segue até a conclusão do ensino médio. Na região Sul, 60,5% dos jovens terminam os estudos com até 19 anos – idade considerada ideal para essa etapa; no Norte, os jovens nessa situação não passam de 36,6%; no Sudeste são 59,7%; no Nordeste somam 37,1%; e no Centro Oeste ficam na faixa de 49,5%. “A desigualdade se estende a todo o ciclo escolar”, avalia Bergamaschi.

Para Soares, o término tardio do ensino fundamental pode acarretar a descontinuidade dos estudos. “A universalização do acesso ao ensino médio depende também da regularização do fluxo no ensino fundamental. Ou seja, é preciso que o aluno termine o ensino fundamental, preferencialmente na idade correta. Alunos que terminam esta fase já em uma idade mais avançada, 17 anos, por exemplo, podem ter dificuldades de continuar seus estudos”, explica.

Para ele, o atraso escolar é o maior entrave ao avanço educacional. “Ele [o atraso escolar] implica mais custos para a administração pública, níveis de aprendizado inadequados para todos os alunos e, claro, obstáculos para que as taxas finais de escolarização atinjam valores mais elevados do que aqueles projetados”, conclui.

Andrea Bergamaschi, Todos pela Educação, os resultados da pesquisa possibilitarão um olhar mais acurado sobre as diferenças de cada região do País. “Tendo esse diagnóstico, vamos trabalhar de forma a incentivar a elaboração de políticas públicas, customizadas conforme as características, necessidades e carências de cada região”, conta. Ela acredita que a educação no Brasil pode dar um salto qualitativo se as diretrizes governamentais passarem a considerar os diferentes cenários. “São as ações específicas e direcionadas que podem mudar essa realidade”, diz.


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O relatório trabalha com cinco metas – estabelecidas pelo Movimento Todos pela Educação – que o país deveria atingir até 2022 para melhorar a qualidade do ensino. São elas: Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola; Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos; Todo aluno com conhecimento adequado à sua série; Todo jovem com ensino médio concluído até os 19 anos; e Investimento em educação ampliado e bem gerido.

“Cabe ao Todos Pela Educação, como movimento da sociedade civil, criar redes de diálogo entre os atores da Educação – gestores, educadores, alunos, famílias, comunidade escolar –, para que as metas do Plano Nacional de Educação – PNE vindouro sejam acompanhadas e cumpridas na íntegra. Este relatório é orientador e um convite à mobilização de todos”, explica o presidente do Conselho de Governança do Todos Pela Educação, Jorge Gerdau Johannpeter.

Ficou interessado em conhecer outros pontos abordados pelo relatório De olho nas metas 2011? Baixe aqui o o conteúdo integral do documento: de_olho_nas_metas_2011_tpe


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Todos pela Educação: movimento da sociedade civil, fundado em 2006, com a missão de contribuir para a garantia do direito de todas as crianças e jovens à educação básica de qualidade no Brasil.

Plano Nacional de Educação – PNE: documento que apresenta as principais diretrizes e metas para a melhoria da qualidade da educação no país, na próxima década (2011-2020). Ele determina estratégias específicas para a concretização destas metas e apresenta formas de a sociedade monitorar e cobrar cada uma das conquistas previstas. Dentre as vinte metas traçadas pelo PNE, pode-se destacar a erradicação do analfabetismo, a superação das desigualdades, a melhoria da qualidade do ensino e a valorização dos profissionais da Educação.



Secretaria oferece Educação Integral a alunos de mais de mil escolas estaduais



A Secretaria da Educação do Estado da Bahia ampliou, este ano, em 70% a oferta da Educação Integral, passando de 398 unidades escolares em 2011, para mais de mil escolas da rede pública. Isso significa que mais estudantes do estado terão a oportunidade de permanecer na escola, em outro turno, participando de oficinas de letramento e de matemática, prática de atividades científicas, esportivas, recreativas e culturais e cursos da educação profissional.

A participação na Educação Integral é voluntária e os estudantes que passam os dois períodos na escola têm direito a três refeições diárias, incluindo o almoço. “Eu adoro ficar aqui, principalmente, porque leio muitos livros, revistas, jornais e escuto músicas também. O meu vocabulário já melhorou muito”, diz Loane Costa Lago, também estudante da 8ª série do Colégio Estadual Antônio Carlos Magalhães, em Salvador.

Para a diretora do Colégio ACM, Célia Santana, a Educação Integral representa um avanço na vida dos estudantes. “É visível. O nosso Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) aumentou e a escola é participante assídua das manifestações culturais na cidade, principalmente quando relacionadas à literatura, inclusive envolvendo as bibliotecas públicas”.

As atividades da Educação Integral desenvolvidas nas escolas estaduais baianas são proporcionadas pelos programas do Ministério da Educação (MEC) Mais Educação, voltado para o ensino fundamental, Ensino Médio Inovador, que beneficia estudantes do semiárido, e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que oferece educação profissional a pessoas de diferentes perfis, desde estudantes de ensino fundamental e médio a trabalhadores e beneficiários de programas federais de transferência de renda.

A dona de casa Luziana Santos, mãe do estudante do ensino médio Edmundo Carlos Santos Júnior, no Colégio Estadual Edvaldo Brandão, no bairro Cajazeiras, na capital baiana, comemora o fato de o filho passar o dia inteiro na escola. “O bom é que ele mesmo chegava em casa dizendo que foi ótimo ter ido para tirar todas as dúvidas, principalmente, de matemática”, conta, referindo-se ao acompanhamento pedagógico dispensado aos estudantes nas oficinas do Programa Mais Educação.




quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Matrículas abertas para quinta etapa do Topa

 




A Secretaria da Educação do Estado começou a matricular para a quinta etapa do programa Todos pela Alfabetização (Topa). Os interessados em aprender a ler e a escrever devem procurar a secretaria de Educação do seu município ou a Diretoria Regional de Educação (Direc) até o dia 20 de março. O início das aulas está previsto para o mês de abril.

Para fazer a matrícula, a pessoa deve levar um documento de identificação como carteira de identidade e certidão de nascimento. Nesta etapa, o Topa estará presente em 366 municípios, por meio da parceria da Secretaria com 246 prefeituras e 575 entidades dos movimentos social e sindical. A meta, agora, é matricular mais 300 mil pessoas.

Implantado em 2007 pelo Governo do Estado, o Topa já alfabetizou 913 mil baianos até 2011. O programa trabalha com a alfabetização sob a perspectiva de que este é um direito do cidadão e que não prescreve com a idade.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2010, a Bahia foi o estado do Nordeste que mais reduziu o analfabetismo. “A contribuição do Topa para este avanço é considerada significativa. A perspectiva para 2012 é focar na qualidade do programa que já está consolidado”, ressalta coordenadora estadual do programa, Francisca Elenir Alves.



Ouça aqui:







Fonte: AGECOM - Bahia

Projeto de servidor da Secretaria é premiado pela Fapesb




O servidor Vitor Oliveira Villas Bôas, analista de suporte da Coordenação de Modernização da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, foi premiado com o segundo lugar no Concurso Ideias Inovadoras 2011, na categoria Inventores Independentes, realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) no início de fevereiro. O analista desenvolveu o projeto Vplace – Webconferência Integrada ao Moodle, que permite a realização de conferências em áudio e vídeo.
O prêmio foi resultado de um trabalho de três anos desenvolvido por Vitor Oliveira com base na experiência adquirida na Secretaria da Educação, especialmente com a tecnologia de educação a distância e videoconferências no Instituto Anísio Teixeira (IAT). O servidor está na Secretaria desde 2002.

“Este programa dá condições aos usuários que acessam a plataforma Moodle de transmitir conteúdo em áudio e vídeo, além de poder disponibilizar slides. Algo inédito até agora”, explica Vitor. Ele ainda destaca que, para ter acesso aos conteúdos, não há necessidade de instalação de aplicativos, podendo o usuário assistir até quatro webconferências simultaneamente.

Para Vitor, a premiação “é um reconhecimento de uma ideia, além de um incentivo para continuar sempre trabalhando com tecnologia voltada para a educação”. O analista também acredita “que o prêmio pode abrir portas para financiamentos futuros junto à Fapesp para aperfeiçoamento do projeto ou realização de novos”.

A ideia é que, nos próximos meses, a ferramenta seja disponibilizada, gratuitamente, para a Secretaria da Educação utilizar em videoconferências, permitindo treinamento de professores e reuniões com as Diretorias Regionais de Educação (Direc).




Aulas acontecem normalmente nas escolas da rede estadual de ensino



A Secretaria da Educação do Estado da Bahia informa que as atividades nas escolas da rede estadual estão funcionando normalmente. Os estudantes que deixaram de comparecer às unidades no período da greve da Polícia Militar devem retornar o mais breve possível para não comprometer o aprendizado, alerta a superintendente estadual de Acompanhamento e Avaliação do Sistema Educacional, Eni Bastos. Ela também informa que as escolas farão um novo calendário para compensar os dias sem aula. O recesso de Carnaval só começa a partir da próxima sexta-feira (17) e se estende até a Quarta-feira de Cinzas (22).

No Colégio Estadual Mestre Paulo dos Anjos, no Bairro da Paz, em Salvador, por exemplo, as aulas transcorreram normalmente. Na unidade, que tem novo prédio, a ser entregue no dia 27 deste mês, os alunos receberam nesta segunda-feira (13) novo fardamento e livros.


Calendário

O cumprimento dos 200 dias letivos está garantido nas unidades. “As próprias escolas vão propor o novo calendário do ano letivo, que deve ser formulado consensualmente entre a Diretoria Regional de Educação, a direção e o colegiado escolar”, afirma a superintendente. “As escolas devem organizar a reposição de aulas aos sábados ainda neste primeiro semestre”. A Lei de Diretrizes e Base (LDB) estabelece que o ano letivo deve ter, pelo menos, 200 dias, e é obrigatório que os estudantes tenham uma frequência mínima de 75%. “Os alunos que não voltaram às aulas estão perdendo o conteúdo ministrado”, diz Eni Bastos.


Ouça aqui:







Fonte: AGECOM - Bahia
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