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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Morfossintaxe do pronome




Atendo-nos aos conhecimentos de que dispomos acerca dos fatos linguísticos, tomamos consciência de que a palavra morfossintaxe, em se tratando dos aspectos semânticos a ela atribuídos, resulta na junção de aspectos morfológicos associados a aspectos sintáticos. Assim, acerca de tal afirmativa, equivale afirmar que uma determinada palavra, com referência à classe gramatical a que pertence, pode assumir funções sintáticas distintas, dependendo do contexto oracional em que se encontrar inserida.

Nesse sentido, como nosso alvo principal se define pelo estudo do pronome, uma vez representando uma das dez classes gramaticais de que temos conhecimento, temos de ter consciência de que ele pode, assim como outras classes, assumir funções sintáticas distintas. Munidos então de tal pressuposto, passemos a concretizar os reais objetivos a que nos propomos, conferindo acerca de quais sejam essas funções sintáticas, tendo com subsídio, obviamente, os exemplos em questão:



Eles chegaram eufóricos.



Temos que, no que diz respeito à morfologia, o termo “eles” pertence à classe dos pronomes pessoais do caso reto.

Agora, em se tratando da função que esse pronome exerce com os demais termos da oração em voga, afirmamos que ele desempenha o papel de sujeito.



Alguém chegou lá fora.



Idem à análise que fizemos da oração anterior, conhecimentos apontam que o termo “alguém” se classifica como um pronome indefinido. Assim, levando em conta a função por ele desempenhada na frase, concluímos se tratar de um sujeito, da mesma forma como ocorreu com o pronome analisado anteriormente.



Partamos para outros casos representativos:



Não fale nada a ninguém.



Ninguém, classificando-se como um pronome indefinido, ocupa agora a função sintática de objeto indireto, complementando, portanto, o sentido do verbo dizer, que, por sua vez, caracteriza-se como transitivo direto e indireto.



Os culpados foram eles.



Quem diria que o predicativo do sujeito poderia também ser representado por um pronome? Sim, surpresas reservadas à língua, haja vista que mesmo sendo um pronome pessoal do caso reto – eles –, aqui, nesse contexto, assume a função sintática de predicativo, como já afirmado, justamente por ligar uma característica ao sujeito por meio de um verbo de ligação (verbo ser).



Muitos turistas desistiram da viagem quando souberam do alto preço dos pacotes.



Analisando o termo “muitos”, trata-se de um pronome adjetivo indefinido, visto acompanhar o substantivo “turistas”. Realizando uma análise acerca das funções sintáticas por ele desempenhadas, concluímos se tratar de um adjunto adnominal.









sexta-feira, 22 de março de 2013

'ERA PARA EU TIRAR NOTA ZERO'




'ERA PARA EU TIRAR NOTA ZERO'

Carlos Guilherme diz que o objetivo era testar a eficiência da correção do exame

Fonte: Diário de Pernambuco (PE)





O autor da redação do Enem que incluiu uma receita de miojo no meio da sua prova acha que deveria ter recebido nota zero da banca corretora. Carlos Guilherme Custódio Ferreira tem 19 anos, está no segundo período do curso de engenharia civil da Unilavras, instituição particular de Lavras (MG), e fez a prova “por fazer”. “Quando fiz o Enem, já estava na faculdade e gostando muito do meu curso. Então, fiz a prova por teste mesmo. Como falaram que a correção seria mais rigorosa, passando por três avaliadores, resolvi incluir a receita para ver se realmente teria uma avaliação diferenciada”.Na segunda-feira, a imprensa nacional publicou reportagens relatando que redações que receberam nota 1000 no Enem tinham erros grosseiros de português (como “enchergar” e “trousse”). No texto de Carlos Guilherme, não há absurdos ortográficos. Mas, no meio da redação, no terceiro parágrafo, ele foge completamente do tema (“Movimento imigratório para o Brasil no século 21”), e escreve uma receita de miojo. Mesmo assim, sua nota foi 560 pontos.

O estudante afirma que não queria debochar dos corretores. O objetivo era testar a eficiência da correção do Exame Nacional do MEC. “Fiquei surpreso quando vi o resultado. No caso, era para eu zerar, porque fugi do tema. Confirmei o que desconfiava, que não corrigiam todas as redações direito, já que são muitas”.

Carlos ficou sabendo da repercussão de sua prova na mídia na manhã de ontem, quando acordou e abriu sua página no Facebook. Vários amigos postaram mensagens sobre sua redação, mencionando que ela tinha ficado famoso. “Não esperava tanta repercussão. Meus amigos estão falando que sou corajoso. Acho que, neste ano, a correção da redação será bem mais rigorosa. Se for pensar por este lado, o que fiz foi bom”.

Carlos recebeu 120/200 (60%) na competência 2 da correção, em que são avaliadas a compreensão da proposta da redação e a aplicação de conhecimentos para o desenvolvimento do tema. Pela nota, o Ministério da Educação (MEC) entende que o estudante abordou o tema de forma “adequada”, embora “previsível” e com “argumentos superficiais”. Na competência 3, na qual é avaliada a coerência dos argumentos, o candidato recebeu 100/200 (50%). O órgão entende que o Aluno não fugiu do tema nem teve a intenção de anular a redação, pois não feriu os direitos humanos e não usou palavras ofensivas.

Hino do Palmeiras
Outro estudante que incluiu em sua redação do Enem um trecho do hino do clube de futebol Palmeiras obteve 500 pontos na prova dissertativa. O espelho da prova, que já circula nas redes sociais, mostra que 13 das 27 linhas da redação foram dedicadas ao hino do clube paulista. “As capitais, praias e as maiores cidades são os alvos mais frequentes dos imigrantes, porque quando surge o alviverde imponente no gramado onde a luta o aguarda, sabe bem o que vem pela frente que a dureza do prélio não tarda.” 














segunda-feira, 18 de março de 2013

Tempos de Arte Literária - TAL


















O Pro­jeto Tempos de Arte Li­te­rária (TAL), de na­tu­reza edu­ca­tiva, ar­tís­tico-li­te­rária e cul­tural, conta com a par­ti­ci­pação dos es­tu­dantes do 6º ano do En­sino Fun­da­mental ao 3º ano do En­sino Médio e equi­va­lentes (Edu­cação de Jo­vens e Adultos - EJA, En­sino Normal e Tec­no­ló­gico). 

Dentre os ob­je­tivos, des­tacam-se os se­guintes: es­ti­mular a pro­dução li­te­rária nos am­bi­entes es­co­lares e a va­lo­ri­zação das ma­ni­fes­ta­ções cul­tu­rais re­gi­o­nais; con­tri­buir para a for­mação da in­te­lec­tu­a­li­dade e es­pi­ri­tu­a­li­dade (ético e ar­tís­tico) e, com isso, abrir ca­mi­nhos li­te­rá­rios para a par­ti­ci­pação so­cial; com­pre­ender a arte li­te­rária como ob­jeto de am­pli­ação do co­nhe­ci­mento, do saber e de prazer es­té­tico; pro­mover um am­bi­ente edu­ca­ci­onal pra­ze­roso no qual a cul­tura, a arte li­te­rária e a edu­cação se ex­pressem em sin­tonia, con­tri­buindo para trans­formar os con­textos es­co­lares; es­ti­mular o gosto pela lei­tura e li­te­ra­tura, a arte de ler, de in­ter­pretar e de es­crever, res­pei­tando os dis­tintos gê­neros e es­tilos das dis­tintas es­colas li­te­rá­rias; cons­truir pontos de en­contro e rodas li­te­rá­rias nos am­bi­entes es­co­lares com vistas à con­so­li­dação do le­tra­mento; in­fluir sobre o mer­cado da arte li­te­rária, es­ti­mu­lando os novos cul­tores e pro­du­tores.

A Poé­tica Es­tu­dantil (PE), fruto da ex­pe­ri­ência do TAL tem re­ve­lado as múl­ti­plas faces e os traços da di­ver­si­dade so­ci­o­cul­tural e li­te­rária de nossa terra, os olhares, a ima­gi­nação, a alma e as ex­pres­sões dos es­tu­dantes da Bahia de Todos os Santos e de “Todos Nós”, ao re­fle­tirem sobre o mundo, o Brasil, a Bahia, o Sertão e a vida co­ti­diana, com toda a sua gran­deza: a na­tu­reza, o mar, a lua, o sol, as es­trelas, os ho­mens, os ani­mais, os pas­sa­ri­nhos, o campo, a ci­dade, os dias nu­blados, a es­cu­ridão, os so­fri­mentos, os pro­blemas econô­micos, po­lí­ticos, tec­no­ló­gicos, so­ciais, am­bi­en­tais e ra­ciais, a fome, as som­bras, o pranto, a so­lidão, o aban­dono, a jus­tiça, o si­lêncio, as tris­tezas, o vazio, a au­sência, a sau­dade, o in­fi­nito, as lutas e la­butas, a co­ragem, os es­tudos, as lei­turas, os ca­mi­nhos, as be­lezas, os mitos, os so­nhos, a li­ber­dade, os ho­ri­zontes e o fu­turo.

Links adi­ci­onais: 








quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Objeto Indireto e Objeto direto preposicionado: diferenças que os demarcam


Diferenças demarcam o objeto indireto e o objeto direto preposicionado


Quando nos dispomos a falar sobre o Objeto indireto e Objeto direto preposicionado, tão logo alguns questionamentos tendem a se manifestar, haja vista a semelhança que se estabelece entre eles, mais especificamente no que diz respeito à presença da preposição. Diante então desse aspecto, muitos são os usuários que se perdem no meio do caminho e acabam se perguntando acerca do porquê de tais pormenores.


Em razão disso, caro usuário, estamos sempre procurando tornar os seus conhecimentos ainda mais aperfeiçoados, assim, atendendo a esse real propósito, partindo de simples exemplos, procuraremos sanar possíveis impasses que, porventura, fizerem-se manifestados. Ei-los, portanto:

Necessitamos de sua amizade, imensamente.

Compreendemos que determinados verbos, como é o caso deste em questão – necessitar – precisam de algo que lhes complemente a ideia, o que, sintaticamente dizendo, representa o objeto, podendo ser ele direto ou indireto. Dessa forma, quem necessita, necessita de algo. Logo, necessitamos de sua amizade, imensamente. 

Assim, há de se verificar que o termo em destaque desempenha a função de objeto indireto, dada a presença da preposição.

Agora vejamos este outro exemplo:

Amamos a Deus.

Ora, mesmo em se tratando de um complemento, o qual aparece preposicionado, sempre temos de estar atentos à transitividade do verbo. Assim, acerca do verbo em questão – amar –, amamos alguém, e não a alguém. Nesse sentido, ainda que diante da preposição, trata-se de um objeto direto preposicionado.

Eis, portanto, a diferença que se demarca entre ambas as categorias, assim, conhecê-las torna-se fundamental para que atribuamos a classificação adequada, em se tratando, obviamente, dos aspectos sintáticos.





segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Candidatos já podem conferir a correção da redação do Enem



Os can­di­datos que fi­zeram o Exame Na­ci­onal do En­sino Médio (Enem) em 2012 já podem acessar o es­pelho da cor­reção de sua re­dação. Os do­cu­mentos foram di­vul­gados pelo Mi­nis­tério da Edu­cação nesta quarta-feira (6) no site de re­sul­tados do exame. O acesso, porém, é só para con­sulta in­di­vi­dual. É pre­ciso in­serir o CPF ou nú­mero de ins­crição e a senha ca­das­trada para vi­su­a­lizar os dados.


De acordo com a as­ses­soria de im­prensa do Ins­ti­tuto Na­ci­onal de Es­tudos e Pes­quisas Edu­ca­ci­o­nais Anísio Tei­xeira (Inep), cada can­di­dato po­derá ver a versão di­gi­ta­li­zada de seu texto e a nota de cada uma das cinco com­pe­tên­cias ava­li­adas na prova, acom­pa­nhada de um pa­rá­grafo que ex­plica o sig­ni­fi­cado da com­pe­tência. Além disso, os es­tu­dantes po­derão ver um grá­fico com­pa­ra­tivo entre o seu de­sem­penho in­di­vi­dual e o de­sem­penho médio de todos os can­di­datos do Brasil.

Se­gundo o MEC, o acesso ao es­pelho da cor­reção da re­dação serve apenas para fins pe­da­gó­gicos. Con­forme as re­gras do edital do Enem 2012, não existe pos­si­bi­li­dade de re­curso ad­mi­nis­tra­tivo para os can­di­datos que dis­cordam de sua nota. Para tentar so­li­citar uma nova cor­reção, o es­tu­dante deve en­trar na Jus­tiça. A di­vul­gação do es­pelho da cor­reção faz parte do Termo de Ajus­ta­mento de Con­duta (TAC) as­si­nado pela Sub­pro­cu­ra­doria Geral da Re­pú­blica, pela União e pelo Inep em 2012, no qual o MEC se com­pro­meteu a di­vulgar a "vista pe­da­gó­gica" da re­dação a todos os can­di­datos.

A nota final cor­res­ponde à média arit­mé­tica sim­ples das notas atri­buídas pelos dois cor­re­tores. Caso haja dis­cre­pância de 200 pontos ou mais na nota final atri­buída pelos cor­re­tores (em uma es­cala de 0 a 1.000), ou de 80 pontos ou mais em pelo menos uma das com­pe­tên­cias, a re­dação passa por um ter­ceiro cor­retor, em um me­ca­nismo que o Inep chama de "re­curso de oficio".

Se a dis­cre­pância per­sistir, uma banca cer­ti­fi­ca­dora com­posta por três ava­li­a­dores exa­mi­nará a prova. Os can­di­datos po­derão so­li­citar vistas da cor­reção, porém não po­derão pedir a re­visão da nota. Dados di­vul­gados pelo MEC em ja­neiro mos­tram que 4.113.558 re­da­ções foram cor­ri­gidas no exame deste ano, e 826.798 en­traram no sis­tema de ter­ceira cor­reção.

Ainda de acordo com o MEC, 1,82% das re­da­ções foi en­tregue em branco e 1,76% teve nota zero, o que acon­tece caso o es­tu­dante quebre uma das re­gras da prova (como es­crever com ca­neta preta, com um nú­mero mí­nimo de li­nhas ou co­piar os textos usados como base). Das mais de 826 mil re­da­ções com dis­cre­pância, 100.087 re­da­ções, após a ter­ceira cor­reção, foram en­ca­mi­nhadas ainda para uma banca exa­mi­na­dora, caso pre­visto para as provas que mantêm uma dis­cre­pância mesmo após a ter­ceira cor­reção.

A re­dação do Enem teve como tema "Mo­vi­mento imi­gra­tório para o Brasil no sé­culo 21". A re­a­li­zação da prova de re­dação de­veria cum­prir as exi­gên­cias de cinco com­pe­tên­cias de­ter­mi­nadas no edital do MEC:

1ª com­pe­tência: De­mons­trar do­mínio da norma pa­drão da língua es­crita.
2ª com­pe­tência: Com­pre­ender a pro­posta de re­dação e aplicar con­ceitos das vá­rias áreas de co­nhe­ci­mento para de­sen­volver o tema dentro dos li­mites es­tru­tu­rais do texto dis­ser­ta­tivo-ar­gu­men­ta­tivo.
3ª com­pe­tência: Se­le­ci­onar, re­la­ci­onar, or­ga­nizar e in­ter­pretar in­for­ma­ções, fatos, opi­niões e ar­gu­mentos em de­fesa de um ponto de vista.
4ª com­pe­tência: De­mons­trar co­nhe­ci­mento dos me­ca­nismos lin­guís­ticos ne­ces­sá­rios à cons­trução da ar­gu­men­tação.
5ª com­pe­tência: Ela­borar pro­posta de in­ter­venção para o pro­blema abor­dado, res­pei­tando os di­reitos hu­manos.













Fonte: G1

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

CORREIOS REALIZA CONCURSO INTERNACIONAL DE REDAÇÃO


As redações devem ser redigidas de próprio punho, com caneta esferográfica preta ou azul e escritas em língua portuguesa, contendo no máximo 800 palavras em formato de uma carta



Começaram na última sexta-feira, 1, as inscrições para o 42° Concurso Internacional de Redação de Cartas, promovido pela União Postal Universal (UPU) e realizado, no Brasil, pelos Correios com objetivo de desenvolver a habilidade de composição dos jovens, dar expansão à criatividade de seu pensamento e despertar o gosto pela escrita.

O tema para este ano é "Escreva uma carta a alguém para lhe explicar porque a água é um recurso precioso". Poderão participar, por meio de suas escolas, estudantes de até 15 anos de idade da rede pública e privada de ensino. As inscrições vão até o dia 15 de março.

As redações devem ser redigidas de próprio punho, com caneta esferográfica preta ou azul e escritas em língua portuguesa, contendo no máximo 800 palavras em formato de uma carta. Para participar, o estudante deverá passar por uma seleção em sua escola, na qual será escolhida a carta que irá representá-la. Cada escola pode inscrever no máximo duas redações.

Serão realizadas duas fases: estadual e nacional. Na estadual, serão premiadas as três melhores redações de cada Diretoria Regional dos Correios. O primeiro colocado ganhará um Tablet; o segundo e terceiro ganharão uma câmera digital. Já na fase nacional, o vencedor ganhará uma TV de LED 32' polegadas mais um troféu, e sua redação representará o Brasil na etapa internacional, a ser realizada em Berna, na Suíça, pela União Postal Universal.

Em 2012, o concurso teve a participação de 2685 estudantes de escolas públicas e particulares de todo o Brasil. Joyce Lima Moreno, da Bahia, foi a vencedora nacional e recebeu uma das cinco menções especiais concedidas pelo júri do concurso na etapa internacional. Nesse cenário, o Brasil é o 2° melhor em número de vitórias, com três medalhas de ouro, perdendo apenas para a China, que tem cinco.

O regulamento completo do concurso está disponível na página dos Correios na internet,aqui.




segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Circunstâncias de uso da letra “Z”



Aspectos específicos demarcam as circunstâncias de uso da letra “z”


Polemizar ou polemisar?

Aterrorizar ou aterrorisar?


Eis que nos deparamos com uma situação que, dentre as muitas dúvidas geradas acerca da língua que falamos, representa somente mais uma delas. Dessa forma, não somente o z, mas também o ss, ç, ch, x, entre outros, são alvos de muitos questionamentos – o que significa afirmar que uma parte da gramática se encontra cada vez mais em “ascensão”: a ortografia: Essa parte, como o próprio nome já nos retrata, trata-se da escrita correta das palavras que fazemos uso cotidianamente e, como não poderia ser diferente, encontra-se submetida a regras, a pressupostos oriundos da gramática propriamente dita.


Ao citarmos acerca deles, muitos são os usuários que afirmam, categoricamente, que a grande repulsa por esta grandiosa disciplina, demarcada pela língua portuguesa, é, senão, todas essas regras, uma vez que internalizá-las por completo seria dispendioso em demasia. Assim, cabe afirmarmos que não se trata de uma decoreba, ao contrário, trata-se, antes de tudo, de uma familiaridade maior com todas elas – aspecto esse que se conquista mediante o uso constante de boas leituras, bem como a prática da escrita, também se materializando de forma recorrente. Pois bem, dadas essas ocorrências, temos a enorme satisfação de proporcionar a você, caro(a) usuário(a), um conhecimento maior, uma familiaridade mais significativa acerca das circunstâncias de uso da letra “z”, para que em se tratando de situações específicas de interlocução, você se considere ainda mais preparado(a). Assim, ei-las:


* Diante de verbos formados pelo sufixo “-izar”:


MORAL + IZAR = MORALIZAR


POLÊMICA + IZAR = POLEMIZAR


FISCAL + IZAR = FISCALIZAR...


Acerca da regra em questão vale observar que na última sílaba das palavras primitivas não constatamos a presença da letra “s”, razão pela qual todas são demarcadas com a letra “z”.


* Diante de substantivos abstratos derivados de adjetivos:


RÍSPIDO – RISPIDEZ


PEQUENO – PEQUENEZ


ALTIVO – ALTIVEZ


INSENSATO – INSENSATEZ...


* Nos sufixos formadores de aumentativos e diminutivos:


CÃO = CANZARRÃO


PAI = PAIZINHO


FLOR = FLORZINHA...


CÃO = CÃOZINHO...


* No sufixo “-triz”, constituidor de femininos:


EMBAIXADOR = EMBAIXATRIZ


ATOR = ATRIZ


IMPERADOR = IMPERATRIZ.









terça-feira, 29 de maio de 2012

Em uma oração, podemos usar a vírgula antes da conjunção "e"?




A vírgula pode ser empregada em ambos os casos, em diferentes contextos. Quando temos dois sujeitos diferentes na oração, podemos usar a vírgula, embora ela seja facultativa. É o que ocorre no exemplo a seguir: "Todos foram à festa, e ela ficou muito feliz".

A vírgula também é recomendável quando a frase sugere algum tipo de ambiguidade, como no caso: "As autoras ganharam muitos aplausos, e vários livros foram autografados". Nesse trecho, se tirarmos a vírgula, pode-se pensar que as autoras ganharam muitos aplausos e também ganharam livros. A vírgula antes do "e" deve ser empregada, ainda, quando a conjunção liga elementos numa enumeração. Um exemplo é a oração: E chora, e ri, e vem, e abraça... Após a conjunção, a vírgula ocorre com frequência, de acordo com a construção dos períodos e das orações. Ela é empregada sempre que há uma intercalação de ideias, como acontece, por exemplo, nas expressões circunstanciais de tempo, modo, lugar etc.

Algumas situações em que a vírgula é admitida: "Eles estiveram no casamento de Eva e, muito felizes, viram a noiva chorar", "João Augusto a viu e, emocionado, a cumprimentou" e "Todos vão à colação de grau e, talvez, ao baile".





sexta-feira, 23 de março de 2012

Abertas as inscrições para a Olimpíada de Língua Portuguesa



Professores de língua portuguesa, que estejam lecionando nas escolas públicas brasileiras, têm até o dia 25 de maio para realizarem as inscrições para a terceira edição da Olimpíada Brasileira de Língua Portuguesa – Escrevendo o Futuro. As inscrições devem ser feitas no site http://www.escrevendo.cenpec.org.br/index.php

A solenidade de lançamento da Olimpíada foi realizada na segunda-feira (19) e, nas próximas semanas, ocorrerão lançamentos regionais nas cidades de Goiânia (30/03), Curitiba (03/04), Belo Horizonte (10/04), Fortaleza (13/04), Salvador (18/04) e Belém (24/04).

A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro é uma iniciativa do Ministério da Educação - MEC - e da Fundação Itaú Social, com coordenação técnica do Cenpec. Tem como parceiros na execução das ações: Todos pela Educação, Canal Futura, Conselho Nacional de Secretários de Educação - Consed - e União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação - Undime.


Conheça mais sobre a Olimpíada de Língua Portuguesa



Etapas

Com metodologia de trabalho articulada aos conteúdos previstos nos programas oficiais, o projeto é mais que um concurso de textos, já que realiza ações de formação de professores para atividades com gêneros de escrita.


Uma das principais novidades para este ano é que todo o processo de inscrição, envio e seleção de textos, em todas as etapas, será feito pela página da Comunidade Virtual Escrevendo o Futuro. Mesmo professores que participaram de edições anteriores e que já estejam cadastrados na Comunidade Virtual deverão fazer sua inscrição. O prazo vai até 25 de maio. Podem participar todos os professores de língua portuguesa das escolas públicas brasileiras, sejam elas mantidas pelos governos federal, estaduais ou municipais.

Ao realizar a inscrição, o professor estará automaticamente cadastrado na Comunidade Virtual, tendo acesso às coleções didáticas da Olimpíada – livros de orientação, coletâneas de textos e CDs - desenvolvidas especialmente para o projeto. Também poderá participar de cursos de formação on-line, via internet, além de começar a receber a revista Na Ponta do Lápis, uma publicação periódica com artigos, entrevistas, textos literários, análise de produção de alunos e relatos de prática docente.

Para que o professor possa participar do concurso, mesmo que tenha se inscrito, é preciso que a secretaria estadual ou municipal de educação – dependendo da rede à qual esteja vinculado - faça a adesão ao projeto, o que deverá ser providenciado no mesmo período de inscrições.






quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O uso do gerúndio e a prática do gerundismo


Inteirar-se da diferença entre o uso do gerúndio e a prática do gerundismo aprimora a competência linguística dos educandos
Inteirar-se da diferença entre o uso do gerúndio e a prática do gerundismo aprimora a competência linguística dos educandos


No intuito de darmos início a essa discussão, um questionamento parece emergir como ponto norteador de tal proposta: será que “nossos” alunos, mediante uma prática linguística (concebida como inadequada) que impera nas muitas situações comunicativas, mostram–se capazes de avaliá-la? 

Provavelmente que nem todos possuem essa percepção, haja vista que se é considerada uma prática, nada mais ocorre senão fomentá-la, sem ao menos se dar conta dos aspectos que a nutrem. Verdade essa passível de comprovação quando comparada aos modismos linguísticos (uma vez que não são poucos), sobretudo influenciados pelo contexto midiático. Partindo dessa prerrogativa, entra em cena aquele... aquele que de uma forma ou outra tenta despertar nos educandos a importância de se valorizar cada vez mais a língua que falamos, proferindo-a de maneira correta. Estamos, é claro, referindo-nos a ninguém menos do que o professor de Língua Portuguesa. Ele, ao “embarcar” rumo a esse intento (o do despertar para tal recorrência), talvez não tenha a chance de mudar o cenário que hoje se faz presente, mas ao menos poderá acreditar que seus alunos pensarão duas vezes antes de exercer a tal prática linguística.

Pensando nisso, o propósito deste artigo é apresentar algumas sugestões metodológicas. Assim, para início de conversa, o educador deve explanar acerca dos pontos que fundamentam o gerúndio, ora representando uma das formas nominais que integram a nossa vasta classe gramatical representada pelos verbos.  

Como auxílio, eis que o texto “Gerúndio” se revela como bastante eficaz, uma vez que discorre acerca de alguns pressupostos elementares.

Provavelmente que os alunos despertarão para o fato de que tal forma, quando usada de maneira correta, tem muito a contribuir para que nossos discursos sejam materializados de forma plena. O mesmo não ocorre quando os usuários, desprovidos do necessário conhecimento acerca dos fatos que regem a língua, fazem uso “indiscriminado” dessa forma verbal, imprimindo a ela um processo que não lhe cabe. Consoante a essa proposta cabe também apresentar exemplos referentes ao uso de gerúndio combinado com as formas auxiliares estar, andar, ir e vir. Para tanto, eis alguns exemplos:

Estavam todos dormindo quando cheguei.
Ia andando quando tropecei.
Andava perambulando por aí à procura de não sei o quê.
Vinham acontecendo coisas terríveis nestes últimos dias. 

Realizado tal procedimento, eis que chegamos ao momento crucial de nossa discussão: explicar aos aprendizes o porquê de não fazermos uso do gerundismo e, sobretudo, as razões de ele ser considerado uma prática linguística inadequada. Assim, partindo de exemplos práticos, o educador pode sugerir que passem a observá-la no cotidiano. Prática uma vez confirmada, urge a necessidade de o educador se valer de enunciados como estes aqui expostos:


Vou estar viajando para Maceió, em vez de:
Vou viajar para Maceió.                   
              OU
Viajarei para Maceió.


Diante de tais exemplos é importante enfatizar que a prática do gerundismo configura uma ocorrência em que a intenção (por vezes errônea) é a de simplesmente substituir o “bom e velho” futuro do presente (Vou viajar amanhã para Maceió/ Viajarei amanhã para Maceió).

Feitas essas elucidações, outro exemplo também pode ser usado, aproveitando o que já foi explanado.

Assim, vejamos:


Amanhã, quando ela estiver estudando para a prova, eu vou estar viajando para Maceió. 


Ora, nada de anormal, uma vez que a enunciação faz referência a uma ação a ser praticada no futuro e que deverá ocorrer simultaneamente a outra, também futura.

Para descontrair e fechar com chave de ouro o conteúdo trabalhado, nada melhor que propor uma dramatização, na qual os alunos terão a oportunidade de “explorar” bem a prática da qual tanto falamos, em consonância com outro grupo, o qual fará uso da forma correta. Que tal?

Por Vânia Duarte - Graduada em Letras






sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Verbos unipessoais

Verbos unipessoais apresentam somente a terceira pessoa gramatical
Verbos unipessoais apresentam somente a terceira pessoa gramatical


Os verbos unipessoais são aqueles que apresentam somente a terceira pessoa do singular ou do plural.

Os verbos, de forma geral, constituem recursos importantíssimos, utilizados para formular discursos e, assim, atingir os objetivos específicos de cada situação comunicativa. Nesse sentido, observe algumas considerações:


# Os verbos unipessoais exprimem ações ou estados relativos às vozes de animais, tais como: mugir, cacarejar, latir, miar, entre outros. No entanto, na linguagem conotativa, com exceção da primeira e da segunda pessoa, podem ser conjugados.

Dessa forma, vejamos um exemplo:

Latiam palavrões de toda ordem.

Constamos que o verbo assume o aspecto antes demarcado (permanecendo na terceira pessoa do plural).

# Estando na terceira pessoa do singular, os verbos se constituem de sujeito representado por uma oração. Nesse caso, são exemplos: ocorrer, convir, custar, acontecer, entre outros.

É o que podemos observar por meio do exemplo que segue:

Custa voltar atrás.
O que custa? Voltar atrás.


Tem-se, então, o sujeito, ora representado por uma oração subordinada substantiva reduzida de infinitivo.







quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Uso do pronome cujo


O uso do pronome “cujo” é determinado por aspectos específicos
O uso do pronome “cujo” é determinado por aspectos específicos


O uso do pronome cujo, semelhantemente a tantos outros assuntos ligados à gramática, encontra-se submetido a regras específicas.

Há de se convir que em se tratando da oralidade ele não é um pronome assim tão recorrente; mas quanto à escrita o seu uso é notório. Daí a importância de você estar ciente das suas particularidades, de modo a exercer sua competência linguística de forma efetiva.

Partindo desse princípio e tendo a consciência de que se trata de um pronome relativo variável, analisaremos tais particularidades, estando elas demarcadas por alguns aspectos, entre os quais:


* Tal termo somente é utilizado no sentido de posse, fazendo referência ao termo antecedente e ao substantivo subsequente.

Observe:

O garoto cujo pai esteve aqui...
A enunciação diz respeito ao pai do garoto, expresso antes.


* Não se usa artigo definido entre o pronome ora em discussão (cujo) e o substantivo subsequente.

Voltemos ao exemplo anterior:

O garoto cujo (o) pai esteve aqui (situação inadequada)


O garoto cujo pai esteve aqui... (forma conveniente)

* O pronome deve aparecer antecedido de preposição sempre que a regência dos termos posteriores exigir.

Vejamos:


Aquela é a família de cuja casa todos gostam.

Analisando a regência do verbo gostar, constata-se que ele se classifica como transitivo indireto, requerendo, pois, o uso da preposição.

Esta é a professora em cuja experiência todos acreditam.
Acreditamos em alguma coisa, logo, todos acreditam na experiência da professora.

Eis a amiga com cujas atitudes não concordamos.
Ao concordarmos, concordamos com algo, ou seja, não concordamos com as atitudes da amiga.


Tratando-se, sobretudo, dos casos relacionados à regência, alguns “soam” de forma estranha. Contudo, é preciso passar por cima desse aspecto, optando pelo seu correto uso, sempre que assim se fizer necessário.




quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O uso do ponto e vírgula





O ponto e vírgula indica uma pausa maior que a vírgula.

Vejamos as situações em que o seu emprego é mais frequente:

1a) para separar os membros de um período longo, especialmente se um deles já estiver subdividido por vírgula:

“Na linguagem escrita é o leitor; na fala, o ouvinte.”

“Nas sociedades anônimas ou limitadas existem problemas: nestas, porque a incidência de impostos é maior; naquelas, porque as responsabilidades são gerais.”


2a) para separar orações coordenadas adversativas (=porém, contudo, entretanto) e conclusivas (=portanto, logo, por conseguinte):

“Ele trabalha muito; não foi, porém, promovido.” (indica que a primeira pausa é maior, pois separa duas orações)

“Os empregados iriam todos; não havia necessidade, por conseguinte, de ficar alguém no pátio.”


3a) para separar os itens de uma explicação:

“A introdução dos computadores pode acarretar duas consequências: uma, de natureza econômica, é a redução de custos; a outra, de implicações sociais, é a demissão de funcionários.”


4a) para separar os itens de uma enumeração:

“Deveremos tratar, nesta reunião, dos seguintes assuntos:

a) cursos a serem oferecidos, no próximo ano, a nossos empregados;
b) objetivos a serem atingidos;
c) metodologia de ensino e recursos audiovisuais;
d) verba necessária.



Se dirigir, não beba; se beber, não dirija.

Em frente ao Hospital Pinel, no Rio de Janeiro, havia um painel luminoso da CET-Rio. Lá estava a seguinte mensagem:

“Se dirigir; não beba
se beber; não dirija”

Certamente o hospital não tem culpa alguma. Louco ou bêbado estava quem escreveu a tal frase. Não pela mensagem em si, mas pela pontuação da frase. Provavelmente alguém disse para o autor: “Olha, tem um ponto e vírgula aí.” E o “letrado”, por garantia, tascou logo dois.

Ora, onde encontramos o ponto e vírgula bastaria a vírgula, pois se trata de uma oração subordinada adverbial condicional deslocada: “Se dirigir, não beba”. O ponto e vírgula seria perfeito entre as duas ideias, apontando, assim, uma pausa maior que a vírgula:

“Se dirigir, não beba; se beber, não dirija.”

É essa uma das utilidades do ponto e vírgula: indicar uma pausa maior que a vírgula e não tão forte quanto o ponto-final.

Portanto, o autor da frase acaba de perder três pontos na sua carteira de habilitação, por uma infração média contra a gramática.

Depois que grandes escritores já confessaram que não têm segurança para usar o ponto e vírgula, não serei eu o louco que vai considerar o mau uso do ponto e vírgula uma infração gravíssima, a menos que isso prejudique os aposentados…



Mais ponto e vírgula

Alguns leitores insistem em perguntar a respeito do “ponto e vírgula da Previdência”.

Afinal, está certo ou errado?

Quanto ao uso do ponto e vírgula, a frase está correta. O problema é a interpretação.

Primeiro, vamos lembrar a tal frase que está no artigo 201 da reforma da Previdência:

“…é assegurada a aposentadoria no regime geral de Previdência Social, nos termos da lei, obedecidas as seguintes condições: 35 anos de contribuição, se homem e 30 anos, se mulher; 65 anos de idade, se homem e 60 anos, se mulher…”

Segundo alguns juristas, o ponto e vírgula após a palavra mulher teria a função de um “e”, tornando as exigências cumulativas. Para outros, o ponto e vírgula teria uma ideia de exclusão, ou seja, anos de contribuição ou anos de idade. As exigências não seriam cumulativas.

A interpretação de que as exigências são cumulativas (=ideia aditiva) é a mais provável. Numa enumeração, geralmente o ponto e vírgula tem valor aditivo (=e). Entretanto, o ponto e vírgula permite outras interpretações. Na frase “Se dirigir, não beba; se beber, não dirija”, o ponto e vírgula tem valor de “ou”.

Dizer que o ponto e vírgula tem sempre o valor aditivo(=que é sempre igual a “e”) é no mínimo uma afirmativa perigosa.

Na verdade, faltou clareza ao texto, o que é inconcebível na redação de uma lei.

Se a intenção do autor do texto fosse realmente deixar clara a ideia de exigências não cumulativas, deveria ter substituído o ponto e vírgula pela conjunção alternativa “ou”: “…obedecida uma das seguintes condições: 35 anos de contribuição, se homem e 30 anos, se mulher ou 65 anos de idade, se homem e 60 anos, se mulher…”

Se, ao contrário, a ideia fosse de exigências cumulativas, o autor, em nome da clareza, poderia usar o “amado” ponto e vírgula desde que fizesse uma nova redação: “…obedecidas as seguintes condições: 35 anos de contribuição e 65 anos de idade, se homem; 30 anos de contribuição e 60 anos de idade, se mulher…”







Fonte: G1

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Palavras de Cortesia

As palavras de cortesia representam atitudes gentis e educadas por parte do emissor
Mediante nossas relações interpessoais, as palavras de cortesia representam uma necessidade com a qual compartilhamos cotidianamente: sermos bem tratados onde quer que estejamos. Tal fato representa para nós um direito. Em contrapartida, devemos considerá-lo como um dever?  

Certamente que sim, haja vista que esse relacionamento deve ser demarcado por uma relação de reciprocidade. Assim, um “muito obrigado”, “com licença”, “por favor”, “desculpe-me”, “volte sempre” faz toda a diferença, não é verdade? O uso das palavras de cortesia, além de revelar atitudes gentis por parte de quem as profere, ainda abre “portas” com mais facilidade, se precisarmos pedir um favor a alguém, por exemplo.

Enfim, o objetivo desse artigo é analisar os fatores linguísticos inerentes a tais expressões. Sendo assim, ocupemo-nos em analisar alguns casos:


Pedimos-lhe, por obséquio, que aguarde somente mais uns instantes.


O termo ora em destaque confere mais polidez à enunciação, tanto em se tratando da modalidade oral quanto da escrita. Nesta última, percebemos que uma característica que o demarca é o fato de ele aparecer entre vírgulas. 


Gostaríamos muito de contar com a sua ajuda na ornamentação do pátio.


O emprego do futuro do pretérito, uma vez expresso pela forma verbal “gostaríamos”, suaviza a mensagem mediante o intento expresso por alguém em solicitar a presença de um pessoa, em vez de “ordenar que ela venha, que ela participe”.

Outra forma que também se constitui de tal aspecto é representada pelo verbo querer, usado no presente do subjuntivo, transformando o que por vezes poderia parecer uma ordem num pedido elegante, harmonioso.


Observe:


Prezados colaboradores, queiram comparecer à reunião, pois trataremos de assuntos importantes.

Queira dar licença, pois o barulho está atrapalhando os pacientes que precisam descansar.  

Queiram aguardar mais alguns instantes, em breve serão atendidos.






quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Quando usar "em vez de" e "ao invés de"?





Tanto "em vez de" quanto "ao invés de" podem ser usados para expressar ideias opostas. Exemplo: a frase "em vez de acordar cedo, João dormiu até tarde" é tão correta quanto "ao invés de acordar cedo, João dormiu até tarde". A diferença é que "ao invés de" carrega apenas o sentido de oposição, enquanto "em vez de" pode ser aplicado também quando o sentido é de substituição. Ou seja: na frase "em vez de pagar com cartão de crédito, Maria preferiu cheque" está correta, mas "ao invés de pagar com cartão de crédito, Maria preferiu cheque" está errada. Veja mais alguns casos:

Com ideias opostas, as duas locuções estão corretas:




Fonte: Revista Escola

Ao invés de descer, o elevador subiu.
Em vez de descer, o elevador subiu.

Quando a ideia é de substituição, apenas "em vez de" pode ser usado:

Em vez de viajar de trem, fui de avião.
Ao invés de viajar de trem, fui de avião.




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