segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Em 2º dia de prova, Uneb prorroga fechamento dos portões por causa da chuva

Em 2º dia de prova, Uneb prorroga fechamento dos portões por causa da chuva
 
 
Por conta das fortes chuvas que atingem a capital baiana desde a madrugada desta segunda-feira (12), a direção da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) decidiu prorrogar em 30 minutos o fechamento dos portões nos locais de provas espalhados por todas as cidades baianas.
Com a mudança, os estabelecimentos fecharão as portas as 8h20 e não as 7h50, como era previsto.
 
No segundo dia de vestibular, serão aplicados os exames de matemática e ciências da natureza (física, química e biologia), com duração máxima de 4h. Neste domingo (11), foram realizadas avaliações em 35 estabelecimentos de ensino da capital e 64 do interior do estado, com índice de abstenção total de 16,7%, ou seja, 8.777 ausentes.
 
O porcentual ficou dentro da média das últimas edições do vestibular. De acordo com as coordenações locais do processo seletivo, o cenário foi de tranquilidade, organização e segurança.
 
 
Informações do jornal A Tarde.




Fonte: Bahia Notícias

Primeiro dia de prova da Uneb registra 16,7% de abstenção entre os candidatos




O primeiro dia de provas da Uneb (Universidade Estadual da Bahia) registrou 16,7% (8.777 ausentes) de abstenção entre os canditatos. Hoje foram aplicadas as provas de língua portuguesa (incluindo literatura brasileira), língua estrangeira (inglês, espanhol ou francês) e ciências humanas (história, geografia e atualidades), além de redação, com duração máxima de 4h30. Os primeiros candidatos só puderam deixar os estabelecimentos três horas e meia após o início dos exames.

A prova foi aplicada em 35 estabelecimentos de ensino da capital e 64 do interior do estado e de acordo com as coordenações locais do certame, o cenário foi de tranquilidade, organização e segurança. A UNEB oferece neste vestibular 4.006 vagas, distribuídas em cerca de 100 opções de cursos presenciais de graduação.

Mais de 52 mil candidatos se inscreveram para o vestibular, volume que mantém a universidade na liderança entre as universidades públicas da Bahia. Entre os cursos mais concorridos em Salvador estão medicina (215 candidatos por vaga, com entrada no 1° semestre; e 106 candidatos por vaga, com entrada no 2° semestre), direito (68), nutrição (66/1° semestre) e engenharia de produção civil (58).

Já no interior, a procura maior foi pelos cursos de direito oferecidos nos campi de Juazeiro (38 candidatos por vaga), Jacobina (21), Paulo Afonso (21) e Valença (21). Amanhã (12), serão aplicados os exames de matemática e ciências da natureza (física, química e biologia), com duração máxima de 4h, conforme destaca o edital de convocação.





Prêmio Professores do Brasil: já foi divulgada a lista com os vencedores





A 5ª edição do Prêmio Professores do Brasil premiará, na próxima quarta-feira (14), 39 experiências reconhecidas pela contribuição para a qualidade do ensino nas escolas públicas de todo o país. A Cerimônia de Premiação do concurso será em Brasília, às 10 horas. A lista com os nomes dos professores vencedores já foi publicada no Diário Oficial.

Os autores das experiências selecionadas receberão R$ 5 mil, além de troféu e certificados. As escolas nas quais foram desenvolvidas as experiências selecionadas serão premiadas com equipamentos audiovisuais ou multimídia, a critério delas, no valor de até R$ 2 mil.

O Prêmio Professores do Brasil é uma iniciativa do Ministério da Educação, promovido juntamente com as instituições parceiras. A iniciativa existe desde 2005 e foi criada por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB). O objetivo é reconhecer o mérito de professores das redes públicas de ensino, pela contribuição dada para a melhoria da qualidade da educação básica, por meio de experiências pedagógicas bem-sucedidas, criativas e inovadoras.

O concurso consiste na seleção e premiação das melhores experiências pedagógicas desenvolvidas ou em desenvolvimento por professores das escolas públicas, em todas as etapas da educação básica e que, comprovadamente, tenham sido ou estejam sendo benéficas.



Clique aqui para ver a lista dos professores vencedores.


Premiação
Dia: 14 de dezembro
Hora: 10 horas
Local: Brasília – auditório do Ed. Sede do Ministério da Educação






Fonte: UNDIME

Estado convoca mais 908 candidatos aprovados em concurso




Candidatos inscritos no último concurso público para professora da rede estadual de ensino, realizado em 2011, já podem conferir mais um lote de convocações. Conforme lista publicada na edição desta terça-feira, 6, do Diário Oficial da Bahia, foram chamados mais 908 candidatos. Com a nova lista, são 3261 candidatos convocados desde julho. A íntegra do documento está disponível aqui.


As convocações valem para as Diretorias Regionais de Educação (Direc) de Feira de Santana, Alagoinhas, Santo Antonio de Jesus, Valença, Ilhéus, Itabuna, Eunápolis, Teixeira de Freitas, Paulo Afonso, Ribeira do Pombal, Serrinha, Jequié, Itapetinga, Juazeiro, Jacobina, Piritiba, Itaberaba, Brumado, Vitória da Conquista, Irecê, Ibotirama, Macaubas, Caetité, Barreiras, Bom Jesus da Lapa,  Seabra, Senhor do Bonfim, amargosa, Guanambi, Santo Amaro e Cruz das Almas.


Todos os candidatos convocados deverão comparecer às sedes das Direcs no período de 14/12 a 23/12. O atendimento será feito das 8h30 às 12h e das 14h às 17h30. O edital de abertura do concurso, que ainda está disponível no site da organizadora de concursos da Universidade de Brasília (www.cespe.unb.br), indica a relação de documentos e exames de saúde exigidos pela Secretaria de Educação.




Fonte: ATarde

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Maioria no ensino superior, mulheres ainda estão em desvantagem

 
Maioria no ensino superior, mulheres ainda estão em desvantagem
 
 
Mulheres já superaram homens em número de estudantes, mas a paridade em altos cargos ainda está longe de ser realidade

 
A emancipação feminina deu passos importantes este ano, especialmente na política, mas ainda não é capaz de modificar as relações de poder nas universidades brasileiras. As mulheres já superaram os homens em número de estudantes e até doutores, mas a paridade em cargos de chefia ainda está longe de ser realidade. Mesmo à frente das salas de aulas, elas estão em desvantagem em relação aos homens.

Dados do Ministério da Educação mostram que, na educação básica, há muito mais professoras do que professores. A diferença é imensa. Do total de 2 milhões de professores identificados pelo Censo Escolar em 2010, 80% eram do sexo feminino. Curioso é que, mesmo assim, elas não são maioria entre os docentes da educação profissional. Território de mais “prestígio” na educação básica – onde os salários são mais altos e a estrutura de trabalho, melhor – tem 54% de seus 62 mil professores do sexo masculino.

Distribuição de professores na educação

As mulheres são maioria entre os professores da educação básica, mas isso não se repete no ensino superior
Censo Escolar 2010 e Censo da Educação Superior 2010

 
No ensino superior, as diferenças se repetem. Apesar de as jovens brasileiras estarem em maioria entre os universitários – 3 milhões entre os 5,4 milhões de estudantes – e entre os doutores – desde 2004, as mulheres superaram os homens no doutorado e 51,5% do total –, elas são menos numerosas que os homens nos cargos de docente. Dos 345 mil professores universitários em exercício no ano passado, de acordo com o Censo da Educação Superior, 154 mil eram mulheres.

A proporção de 45% de mulheres nesses postos em todos os tipos de instituição – universidade, centro universitário, faculdade – só não se repete nos institutos federais de tecnologia, onde elas representam 37% do efetivo de docentes. Para os estudiosos das diferenças de gênero em postos de trabalho, a desigualdade entre homens e mulheres ainda se dá porque há discriminação no ambiente acadêmico e científico e por causa dos papéis domésticos, muito mais assumidos pelas mulheres.

 
José Eustáquio Diniz Alves, doutor em demografia e professor do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, ressalta que as mulheres vivem mais que os homens, os ultrapassaram no nível educacional e na quantidade de eleitores. “Houve um grande avanço, mas que não se traduziu na ocupação dos espaços de poder. A primeira razão é a divisão sexual do trabalho. Culturalmente, as mulheres se responsabilizam mais pelo trabalho doméstico e sobra menos tempo para elas investirem na carreira”, comenta.

Mas não é só isso. Na avaliação de Marlise Matos, professora do Departamento de Ciência Política e coordenadora do Núcleo de Estudos sobra a Mulher da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o ambiente acadêmico é discriminatório. “Existe um mito de que a ciência e a academia são lugares isentos. É fundamental que a gente compreenda que esses campos são políticos, lugares de disputa de poder. E, por isso, ele reflete o contexto social no qual está inserido: uma sociedade patriarcal, machista, racista e heterossexista. Não vamos encontrar mulheres, negros e homossexuais em postos de grande importância”, diz.
 

Foto: AGECOM/UFRN Ângela Maria Cruz é reitora da UFRN, uma das poucas entre as universidades federais


Ângela Maria Paiva Cruz, 56 anos, é uma das poucas mulheres que conseguiu chegar ao posto máximo em universidades brasileiras. Para Ângela, a desvalorização do trabalho feminino é revelada pelos números e pela própria história da academia. Em 53 anos de história da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ela foi a primeira mulher eleita para a reitoria da instituição. “Nunca senti preconceito, mas falta estímulo para que as mulheres assumam esses cargos de chefia, por uma questão cultural mesmo”, avalia.

Há menos de um ano no posto, Ângela procurou aumentar os espaços das mulheres nos postos de liderança. Ela, que já foi vice-reitora, mantém paridade entre homens e mulheres na direção de departamentos, pró-reitorias e coordenações. “As mudanças na sociedade são muito lentas. Temos que criar mecanismos mesmo”, destaca.


Quebrando barreiras
Para Marlise, a conquista da educação pelas mulheres foi tão importante quanto o direito ao voto. Mas as mudanças em todos os setores das universidades ainda levarão mais tempo para ocorrer. “Elas foram para o processo escolar em arenas segmentadas, se dirigindo para as profissões do cuidado. Isso porque o mundo privado sempre foi das mulheres e o público, dos homens. A quantidade não muda a qualidade. Somos mais de 50% da população e são as mulheres que socializam seus filhos. No entanto, essas relações não mudaram. As relações patriarcais e machistas não são patrimônios dos homens”, analisa.

Mulheres superam homens no doutorado

Dados da Capes mostram que mais mulheres se titularam doutoras do que homens nos últimos anos (em % do total de doutores)
Estudo Doutores 2010 e Capes

Na opinião da especialista, os modelos podem ajudar a mudar esse cenário. A presidenta Dilma Rousseff, por exemplo, é um deles. “É importante para que as mulheres se identifiquem, vejam que podem. Isso é importante, mas não é condição suficiente para garantir transformação”, reforça. Ela lembra que Dilma não conseguiu colocar mulheres à frente de 30% dos ministérios. Dos 38 ministros de Dilma, 10 são mulheres. “Enquanto os ambientes públicos e privados continuarem sendo vistos como masculinos e femininos, respectivamente, isso não muda”, diz.

Marlise acredita que os homens precisarão participar mais da criação dos filhos e dos cuidados domésticos para que isso mude. Além disso, o Estado precisa criar mecanismos que facilitem as tarefas, como investir em creches, restaurantes e lavanderias populares. José Eustáquio Diniz Alves concorda que é preciso criar políticas públicas que estimulem o fim da desigualdade. “As políticas afirmativas, com cotas mínimas de participação na política e nas empresas, por exemplo, têm se mostrado eficazes”, afirma.

Foto: Divulgação Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano, conta que só se sentiu discriminada por ser mulher nos EUA: salários eram diferentes


Modelos de sucesso
Mulheres bem-sucedidas no ambiente acadêmico, seja na pesquisa ou à frente de instituições, admitem que o mais difícil é conciliar a vida familiar e a profissional. Assim como Ângela, outras profissionais não reconhecem o preconceito de gênero ou acreditam que ele é velado. Mayana Zatz, professora titular de Genética do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), conta que só se sentiu discriminada nos Estados Unidos. “Fui fazer pós-doutorado muito nova lá e fiquei muito chocada. Os salários são diferentes”, relembra.

Coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano e do Instituto Nacional de Células-Tronco em doenças genéticas, Mayana acredita que as mulheres se afastam dos postos de chefia porque não acreditam na possibilidade de conciliar a criação dos filhos com a carreira. O que ela é absolutamente contra. “Ninguém precisa abrir mão de nada, dá pra conciliar tudo”, garante a professora que, entre os filhos, era chamada de “ditadora”, tamanha sua presença.

Os dois filhos de Mayana – um casal – não seguiram a vida acadêmica da mãe, mas aprenderam que os direitos são iguais. “Eles não conseguem pensar na possibilidade de que uma mulher deixe de trabalhar por causa dos filhos”, afirma. Graduada em biologia, Mayana concluiu o pós-doutorado em Genética Humana e Médica pela Universidade da Califórnia e ganhou diversos prêmios com suas pesquisas em células-tronco. Hoje, ela que já publicou 317 trabalhos científicos, se divide entre viagens internacionais e a USP.

Dora Leal Rosa, reitora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), garante que nunca teve dificuldades para crescer na profissão. Exceto dentro de casa. Ela admite que as jornadas de trabalho exigentes – ela já foi pró-reitora por duas vezes – custaram sacrifícios também na vida pessoal. O apoio da família foi fundamental para que ela conseguisse ocupar o posto de reitora. Ela é a segunda mulher, em uma história de 200 anos da instituição, a assumir a reitoria.

“Nossa geração foi muito sacrificada, mas acredito que as próximas vão se beneficiar disso”, diz. Aos 63 anos, Dora, que é doutora em Educação, conta que começou trabalhando como técnica da universidade. Trabalhava na área de orçamento e se lembra de o reitor, à época, procurar um homem para trabalhar no setor porque as mulheres não tinham disponibilidade para viajar. “Tudo mudou muito”, garante.




Professor: uma profissão estagnada

57% é o percentual de municípios brasileiros que ainda não têm planos de carreira estruturados para os docentes

 

Sem planos de carreira estruturados, não há perspectivas de crescimento profissional e a atividade docente se torna pouco atrativa

Alexandre Garcia
scola.org.br/extras

Comissão discute inclusão de educação fiscal no currículo escolar




A Comissão de Educação e Cultura realizou audiência pública nesta terça-feira, 6, para ouvir economistas, tributaristas, advogados e pedagogos sobre a inclusão da educação fiscal como disciplina autônoma e transversal nos currículos do ensino fundamental e médio. O debate foi proposto pela deputada Fátima Bezerra (PT-RN).

Ela afirma que o conhecimento sobre impostos e tributos hoje é praticamente domínio apenas de profissionais da área. A deputada considera importante promover a conscientização dos cidadãos sobre direitos e deveres fisco-tributários e sobre a aplicação dos recursos públicos, incentivando o controle social.

“Ensinar os aspectos básicos do uso e controle do dinheiro é fundamental para que crianças e jovens construam uma visão mais realista do mundo, sejam mais solidários e possam crescer com autonomia, liberdade de escolha e equilíbrio”, afirma Fátima Bezerra.

A deputada também quer discutir a instituição da Semana Nacional da Educação Fiscal, que seria um ciclo interdisciplinar composto de palestras, vídeos, mostras e concursos de redação, entre outras iniciativas. “Um dos objetivos será a compreensão da importância dos impostos e tributos para a saúde financeira da vida econômica nacional”, ressalta. Ela quer avaliar com os convidados para a audiência o período ideal do ano para a realização do evento.


Convidados
Foram convidados para a audiência:
- a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Jaqueline Moll;
- o coordenador do Programa Nacional de Educação Fiscal, Eugênio Celso Gonçalves;
- o presidente da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital, Manoel Isidro dos Santos Neto;
- a presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais do Rio Grande do Norte, Marleide Macedo.




 

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