sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ensino a distância e presencial: igualdade no desempenho dos alunos

 


Luiz Flávio Gomes*

No ano 2000 contávamos no Brasil com apenas 1.682 alunos de graduação, na modalidade do ensino a distância. Em 2005 eram 114 mil e em 2008 chegou-se a 760 mil. A casa do um milhão deve ser ultrapassada neste ano de 2009. Pesquisa (que acaba de ser divulgada) do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep), do Ministério da Educação (MEC) concluiu: o desempenho dos alunos do ensino a distância, na média geral, é melhor que o dos alunos  presenciais. Comparando-se alunos com os mesmos perfis, as notas alcançadas por eles no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) de 2005, 2006 e 2007 (alunos a distância e presenciais) são praticamente idênticas (O Estado de S. Paulo de 19.07.09, p. A21).

O preconceito que alguns ainda revelam contra o ensino a distância não encontra correspondência nos dados objetivos analisados (Enade de 2005, 2006 e 2007). O ensino a distância vem tendo crescimento muito superior ao ensino presencial e essa tendência, ao que tudo indica, vai se manter e até incrementar (em virtude do bom aproveitamento que os alunos a distância vêm alcançando). Na última greve dos alunos da USP (esta instituição está se preparando para ingressar na educação a distância), um dos motivos que os alunos (equivocadamente) levantavam foi a suposta “baixa qualidade do ensino a distância”. Na última Resolução do Conselho Nacional do Ministério Público (n. 45) privilegiou-se o ensino presencial em detrimento do telepresencial. Essa inconstitucionalidade patente, que será declarada em breve, certamente, se deve, claro, à ignorância (ou à má-fé).

O estudo do Inep, pela primeira vez, analisou e comparou pessoas com o mesmo perfil (idade, gênero, estado civil, cor/raça, escolaridade do pai, se trabalha, se estudou em escola pública no ensino médio, região, se o curso é oferecido em ensino público ou privado etc.). No estudo anterior do Inep havia sido pesquisada somente a média geral dos dois grupos: o aluno do ensino a distância teve melhor desempenho (superou o aluno presencial em 6,7 pontos). Agora, conhecidos os resultados do detalhamento levado a cabo na nova pesquisa (identificação do perfil de cada grupo), a conclusão é que diferença não existe. Ou melhor: existe. É de 0,23 em favor do aluno presencial (o que é absolutamente irrelevante).

Os alunos dos cursos a distância são mais velhos (trinta anos ou mais, em geral), em sua maioria casados (54,4%), trabalham (65,6%), possuem renda inferior aos alunos presenciais (52,2% ganham até três salários mínimos) e 83,8% deles são filhos de pessoas que cursaram até o ensino fundamental: mas talvez precisamente em virtude de todos esses dados são bastante responsáveis, pragmáticos, mais dedicados e contam com objetivo claro. O ensino a distância exige muita disciplina do aluno. Se de um lado existe certa flexibilidade de horário, sobretudo nas suas tarefas extra-classe, de outro, é certo que se o aluno não se dedica ao estudo fica defasado (e não acompanha o curso). Aliás, essa é uma das causas mais comuns para a desistência do aluno (evasão).

A melhor e mais proveitosa combinação metodológica até agora desenvolvida (na educação a distância), de acordo com nosso ponto de vista, é a que conjuga o sistema satelitário (aulas telepresenciais ao vivo), com aulas presenciais (dadas por professores-tutores locais) e a internet. Essa tríplice combinação vem tendo uma excelente aceitação pelos alunos e um ótimo aproveitamento no ensino e na aprendizagem. Aí está a pesquisa do Inep para comprovar o bom desempenho do aluno a distância (quando comparado com o aluno presencial).

Quatro foram os cursos analisados (e comparados): administração, matemática, pedagogia e serviço social.

De um modo geral os alunos a distância estão na frente com 6,7 pontos (a mais). Mas essa constatação não se deu exclusivamente no Brasil. Também nos EUA o aproveitamento (e desempenho) do aluno a distância é igual ou melhor que o aluno presencial (cf. Relatório do Departamento de Educação, divulgado em junho de 2009). Os jovens teriam mais facilidade e melhor aproveitamento na utilização das ferramentas online.

Mas o uso exclusivo da internet parece não ser uma boa solução. A educação a distância necessita sempre de um professor tutor, que faça o engajamento do aluno no processo de aprendizagem.

Carlos Eduardo Bielschowsky, Secretário de Educação a Distância do MEC, disse muito bem: “São modelos diferentes de ensino que se aplicam a pessoas diferentes, mas dão o mesmo resultado em qualidade”. Comprovada a efetividade do ensino a distância, o próximo passo que o MEC deveria dar é o seguinte: permitir a difusão dos mestrados profissionalizantes por meio da metodologia descrita: aulas telepresenciais + professor local + internet. Aliás, hoje o MEC já autoriza que 20% de todos os cursos superiores sejam ministrados por via semi-presencial (telepresencial ou por internet). A tendência será aumentar esse percentual, para que possam ser conjugadas as metodologias referidas (aulas telepresenciais + professor local + internet).

Em virtude dos avanços das novas tecnologias e do estilo de vida formatado pela era da (pós) modernidade, são poucos os que suportam (durante o curso de graduação) ficar sentados horas e horas numa sala de aula todos os dias úteis da semana. A dificuldade de locomoção também é muito grande (aliás, os gastos com essa locomoção é um dos fatores mais preponderantes na inadimplência dos alunos).

É preciso extrair do aluno (ou permitir que ele descubra) o seu máximo potencial. Para isso é fundamental, no entanto, não só o uso de todas as tecnologias disponíveis, como, sobretudo, o desenvolvimento de uma pedagogia motivacional. O aluno motivado rende mais, otimiza a aprendizagem, conta com maior foco (e, claro, alcança mais sucesso).


*Doutor em Direito penal pela Universidade Complutense de Madri, Mestre em Direito Penal pela USP e Diretor-Presidente da Rede de Ensino LFG. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado(1999 a 2001).  www.blogdolfg.com.br




Fonte: Folha Dirigida


Assista ao vídeo com a entrevista sobre Educação a Distância concedida por Robson Santos da Silva, diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância.


Servidores Estaduais param atividades para protestar contra projeto do Planserv


 


Os servidores públicos do Estado vão parar as atividades terça-feira e quarta-feira da próxima semana para acompanhar a votação do projeto de lei que restringe consultas de emergência pelo Planserv e eleva as mensalidades do plano.

A decisão foi tomada na noite de quinta, 25, durante assembleia que reuniu cerca de 400 servidores, no ginásio de esportes do Sindicato dos Bancários, nos Aflitos. "Vamos reunir os trabalhadores para pressionar o governo contra a aprovação dessa proposta absurda", disse o segundo-secretário do Sindicato dos
Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Claudemir Nonato de Santana.

O líder do governo, deputado estadual José Neto (PT), afirma que as mudanças não são para limitar e sim para que se crie um mecanismo de coparticipação dos servidores, ou seja, quem ultrapassar a quantidade de procedimentos, estabelecidos por ano, deve contribuir com um valor corresponde a R$ 6 para as consultas.

Já para exames e outros serviços de apoio diagnóstico a coparticipação varia entre R$ 10 e R$ 30.

"Estamos abertos a negociação. O projeto não vai limitar nada, apenas fazer com que os 5% dos servidores que usam o plano de forma excessiva passem a usá-lo corretamente. Os 95% restantes não chegam a usar a assistência mais de cinco vezes ao ano", diz Neto, ressaltando que, antes da elaboração do projeto, foi feito um estudo sobre a média de utilização do plano de saúde pelos trabalhadores.



Projeto

O projeto do governo prevê restringir a utilização do plano para seis consultas médicas por ano, cinco atendimentos de urgência e emergência, cinco diagnósticos, como exames e imagens e dez procedimentos laboratoriais simples. Contudo, após manifestação dos servidores, os governistas adiaram a votação prevista para a última quarta para que possa haver negociação e possíveis modificações no texto.

Atualmente, o Planserv contempla 468 mil trabalhadores na Bahia. O plano é aceito em 1.480 unidades de saúde, entre clínicas, hospitais e laboratórios, espalhados por todo o Estado.



FonteA Tarde

CCJ rejeita extinção de gratuidade no ensino superior público

 
Dep. Assis Carvalho (PT-PI)
Assis Carvalho: gratuidade do ensino público é cláusula pétrea.


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania rejeitou as propostas de emenda à Constituição (PECs) 123/95, 245/00, 166/03 e 239/08, que extinguiam a gratuidade do ensino superior público no Brasil. Essas propostas foram consideradas inconstitucionais pela comissão e serão arquivadas.

O relator das PECs, deputado Assis Carvalho (PT-PI), acatou sugestão dos deputados Alessandro Molon (PT-RJ), Luiz Couto (PT-PB) e Vicente Cândido (PT-SP), que haviam elaborado um parecer pela rejeição das propostas.

Eles ressaltam que é cláusula pétrea a gratuidade do ensino em estabelecimentos oficiais no Brasil, sendo a educação definida na Constituição como um direito de todos os brasileiros.



PECs aprovadas

Na mesma sessão, a Comissão aprovou a admissibilidade de outras nove propostas de emenda à Constituição (PECs 27/03, 206/95, 32/99, 28/03, 102/03, 318/04, 82/03, 209/07 e 396/09) que também tratam de ensino superior e estavam apensadas àquelas que foram rejeitadas.

Cada uma das PECs trata de um aspecto diferente da educação superior, como serviços sociais após a formatura em escola pública, financiamento público quando não houver vaga para aluno de baixa renda, financiamento público a faculdades privadas, entre outros.

Como a proposta original foi rejeitada (PEC 123/95), as propostas cuja admissibilidade foi aprovada agora devem seguir apensadas à PEC mais antiga, PEC 206/95, que obriga o estudante diplomado em universidade pública a prestar serviço à comunidade pelo período de um ano.

Uma comissão especial será formada para adequar as nove propostas em um único texto, e discutir as mudanças sugeridas.


 
 
Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Newton Araújo
 
 
 
 
 

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Projeto de lei de adequação do Planserv será votado na próxima quarta-feira

 

 

Após duas reuniões para esclarecimentos técnicos das alterações propostas, o projeto de lei de adequação do Planserv será votado na próxima quarta-feira (31). A decisão foi acordada durante reunião realizada entre deputados e representantes do Governo do Estado e dos servidores estaduais, na manhã desta quarta-feira (24), na Assembleia Legislativa do Estado da Bahia. As próximas reuniões estão marcadas para sexta-feira (26), às 9h, e segunda-feira (29), às 14h, no mesmo local.

Segundo o assessor de gabinete da Secretaria de Administração do Estado da Bahia (Saeb), João Aslan, o projeto garante a sustentabilidade do Planserv a longo prazo. Ele informou que o Planserv está equilibrado, com todas as suas contas em dia e possui uma reserva financeira. “Mas, como todo plano de saúde, tem uma tendência de crescimento de despesas num ritmo mais acelerado do que as receitas podem acompanhar. Então, nós temos que agir agora, quando o plano está forte e equilibrado, com vistas a manter este equilíbrio no futuro”.

Ainda de acordo com Aslan, foi identificado que 95% dos usuários recorrem à emergência menos de cinco vezes ao ano e que 85% fazem menos de seis consultas anuais. Por isso, não pagarão co-participação. “A medida tende a ser benéfica para todos porque garante a sustentabilidade do plano e o seu principal efeito seria transformar cada beneficiário do Planserv em fiscal daquilo que está sendo faturado em seu nome”.

Atualmente, o plano possui 465 mil usuários e 1.480 prestadores de serviço, e segundo o assessor, mesmo tendo um instrumento de auditoria, é impossível acompanhar todos os procedimentos. “Então, precisamos que o servidor nos ajude a fiscalizar e a co-participação é um instrumento para isso, porque ele se sentirá estimulado a conferir o seu extrato de utilização, o que está faturado em seu nome. Hoje essa conferência se limita a menos de 1% dos usuários”.

O deputado Zé Neto, líder do governo na Assembleia, destacou a posição democrática dos deputados e do Governo do Estado na negociação. “Com a nossa decisão, em concordância com o movimento, foi aberto o diálogo e fechamos a agenda para discutir o conteúdo do projeto. A Alba é a casa do diálogo e um governo democrático não se furta a discutir com o servidor”.



Interesse

Para a presidente da Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrab), Marinalva Nunes, os servidores são os primeiros interessados na sustentabilidade do plano de saúde. “Nós queremos discutir essa situação de forma técnica, qual a relação entre receita e despesa. É com as entidades sindicais que nós vamos garantir a racionalidade e a sustentabilidade do conjunto dos trabalhadores do estado da Bahia”.

Marinalva disse que os servidores agora vão cumprir um cronograma de atividades. “Na sexta e segunda-feira, estaremos reunidos com os técnicos do governo para dizer nossa opinião sobre o projeto de lei que altera a legislação do Planserv. Nós ganhamos esse tempo para o debate, para o servidor discutir o seu plano de assistência”.



Ouça também:




Polêmica?





Fonte: AGECOM - BA

Feira de Educação Profissional atrai mais de mil pessoas para o Centro de Convenções da Bahia

Foto: Claudionor Jr. Ascom/SEC
A I Feira de Ciência e Tecnologias Sociais da Educação Profissional da Bahia e o II Encontro de Educação Profissional da Bahia vão apresentar um panorama da política pública de educação profissional no Estado.

Os eventos, promovidos pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia, devem reunir mais de mil pessoas, no Centro de Convenções, em Salvador, entre 29 a 31 de agosto. Durante a Feira, aberta ao público, serão oferecidos aos participantes serviços médicos e de orientação profissional.




Atualmente, a rede estadual de educação profissional conta com 48.818 mil estudantes matriculados e a meta é chegar a 2014 com a oferta de 84 mil vagas. De acordo com o superintendente da Educação Profissional do Estado, Almerico Lima, II Encontro e a I Feira objetivam reafirmar a escola pública como escola de qualidade, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico-ambiental da Bahia.

“Acreditamos que eventos, como estes, contribuem para o desenvolvimento educacional, científico-tecnológico, socioeconômico, cultural e ambiental dos nossos Centros e unidades e dos Territórios de Identidade onde estão inseridos, favorecendo ainda mais a parceria entre sociedade, instituições e empresas da região e fortalecendo a Educação Profissional da Bahia”, pontua  Almerico Lima.



Estandes da Feira

Quem visitar a I Feira de Ciência e Tecnologias Sociais da Educação Profissional da Bahia vai poder circular pelos estandes, onde estarão expostos trabalhos dos Centros Estaduais e Territoriais de Educação Profissional e unidades de ensino médio que ofertam cursos técnicos ou cursos do Programa Trilha.

Todos os dias, os visitantes poderão prestigiar apresentações culturais realizadas pelos próprios estudantes da Educação Profissional da Bahia. A Feira vai contar, ainda, com estandes de instituições parceiras, a exemplo do Sinebahia e da Escola Técnica de Dança da Fundação Cultural da Bahia.

Já o II Encontro de Educação Profissional vai reunir gestores escolares, professores, estudantes, representantes da sociedade civil, gestores públicos dos Estados brasileiros, do Instituto Federal da Bahia (Ifba) e do IFBaiano. Entre os objetivos do encontro, está a visibilidade das ações e práticas educativas da educação profissional da rede estadual e discutir o aprimoramento e expansão destas ações. O evento também será preparatório para o Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnologica, que acontecerá de 28 de maio a 1º de junho de 2012, em Florianópolis.



Educação Profissional na Bahia

O Governo da Bahia assumiu a Educação Profissional como uma política pública prioritária de Estado e vem investindo na formação de jovens e trabalhadores.  Desde 2008, ano de implantação do Plano de Educação Profissional da Bahia, a oferta avançou de 4 mil para 48.818 mil vagas, de 23 para 105 municípios, distribuídos em todos os 26 Territórios de Identidade.

Além da implantação de 46 Centros Territoriais e Estaduais de Educação Profissional e 96 unidades escolares que ofertam Educação Profissional. Considerando o Programa Trilha, chegamos a 125 municípios.

No total, são 72 cursos distribuídos em 11 eixos tecnológicos, nas diversas formas de articulação.






Fonte: Secretaria de Educação da Bahia

Quando usar "em vez de" e "ao invés de"?





Tanto "em vez de" quanto "ao invés de" podem ser usados para expressar ideias opostas. Exemplo: a frase "em vez de acordar cedo, João dormiu até tarde" é tão correta quanto "ao invés de acordar cedo, João dormiu até tarde". A diferença é que "ao invés de" carrega apenas o sentido de oposição, enquanto "em vez de" pode ser aplicado também quando o sentido é de substituição. Ou seja: na frase "em vez de pagar com cartão de crédito, Maria preferiu cheque" está correta, mas "ao invés de pagar com cartão de crédito, Maria preferiu cheque" está errada. Veja mais alguns casos:

Com ideias opostas, as duas locuções estão corretas:




Fonte: Revista Escola

Ao invés de descer, o elevador subiu.
Em vez de descer, o elevador subiu.

Quando a ideia é de substituição, apenas "em vez de" pode ser usado:

Em vez de viajar de trem, fui de avião.
Ao invés de viajar de trem, fui de avião.




Anote essa dica!

Você não pode ser minha professora!

Se você é professor(a), veja esse vídeo e reflita:






E então, depois de refletir, a que conclusão chegou?

Você pode ser um(a) professora nos dias de hoje?



Um abraço,



Claudia Fernandes.
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