quarta-feira, 12 de setembro de 2012

"É PRECISO ATRAIR AS MELHORES PESSOAS PARA O MAGISTÉRIO"




O diretor de Educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Andreas Schleicher, atesta que o Brasil vem fazendo progressos na última década, mas em um nível ainda longe do ideal.

No comando de um dos mais respeitados rankings educacionais do mundo, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), o físico alemão Andreas Schleicher monitora de perto sistemas de Ensino de todo o planeta.A cada três anos, o exame compara o nível de conhecimento de estudantes de mais de seis dezenas de países em matemática, ciências e leitura.

Diretor de Educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entidade que organiza o Pisa desde 1997, Schleicher atesta que o Brasil vem fazendo progressos na última década, mas em um nível ainda longe do ideal. Segundo revela na entrevista concedida por e-mail à Agência RBS, o segredo para alcançar indicadores satisfatórios começa pela seleção e formação de bons Professores.

Agência RBS – Quais as principais razões para o Brasil ter uma economia tão forte mas resultados educacionais tão pobres na comparação com outros países?

Andreas Schleicher – Uma razão para ser uma grande economia é simplesmente o fato de o Brasil ser um grande país. Mas o hiato entre a performance econômica e a educacional é ainda preocupante. Apesar de significativos progressos no desempenho do sistema Escolar brasileiro ao longo da última década, o Brasil continua atrás em termos de qualidade da Educação, ?conforme demonstrado pelos resultados do Pisa.

Como outros países fartos em recursos naturais, por muito tempo ele extraiu sua riqueza da natureza e não das habilidades do seu povo. Em comparação, em países com poucos recursos naturais – exemplos são China, Finlândia, Cingapura ou Japão –, a Educação tem fortes resultados e um status elevado em parte porque a população entendeu que o país precisava viver de seu conhecimento, e que isso depende da qualidade da Educação. Dar um grande valor à Educação pode ser uma condição necessária para construir um sistema educacional e uma economia de classe mundial, e é possível que a maior parte dos países que não precisaram viver de sua sabedoria no passado não vão se realizar econômica e socialmente a menos que seus líderes políticos expliquem por que, embora não tenham precisado viver de sua inteligência no passado, precisam fazê-lo agora.

Agência RBS – Qual o melhor caminho para qualificar um sistema educacional?

Schleicher – A qualidade de um sistema educacional jamais vai exceder a qualidade dos seus Professores e líderes, então atrair as melhores pessoas para o magistério e conceder a elas um ambiente de trabalho em que possam crescer é a melhor aposta. No passado, quando você precisava de apenas uma pequena fatia de pessoas bem educadas, bastava aos governos investirem em uma elite reduzida para liderar o país. Mas o custo social e econômico do baixo desempenho educacional subiu, e os jovens agora precisam concluir a Escola com habilidades básicas sólidas. Hoje, quando você pode acessar conteúdo no Google, e o trabalho muda rapidamente, o foco está em transformar pessoas em aprendizes por toda a vida, em gerir formas complexas de pensar e formas complexas de trabalho que os computadores não possam assumir facilmente. Hoje, o desafio é fazer do magistério uma atividade de profissionais de alto nível. Mas essas pessoas não vão trabalhar em ?Escolas organizadas como ambientes tayloristas que usam modelos administrativos de monitoramento, comandos burocráticos e sistemas de controle para dirigir o trabalho deles.

Agência RBS – É possível conseguir boa Educação com baixos salários pagos ao magistério?

Schleicher – Salários adequados são importantes, mas eles são apenas um dos determinantes de uma força de Ensino de alta qualidade. E não se esqueça de que o melhor sistema educacional do mundo – a Finlândia – ?não paga seus Professores particularmente bem, mas garante um ambiente de trabalho atrativo e alto status profissional. O importante é dar apoio, avaliar e desenvolver a qualidade do Professor, visar resultados, igualdade e responsabilidade e uma cultura de engajamento em vez de obediência, e alinhar objetivos pedagógicos com gestão de recursos. Isso é importante porque há muita demanda sobre os Professores. Eles precisam dominar os assuntos que ensinam, necessitam de profunda compreensão de como a aprendizagem ocorre e do domínio de uma ampla gama de estratégias de Ensino. Muitos dos países que pagam bem seus Professores estão simplesmente priorizando o salário e o desenvolvimento profissional, mesmo que isso resulte em um número menor de Professores e turmas com mais Alunos.

Agência RBS – Há algum país que o senhor veja como um exemplo de superação?

Schleicher – Na Europa, a Finlândia tinha um desempenho apenas mediano nos anos 70, mas agora lidera o mundo em termos de performance educacional. O Canadá fez avanços significativos, enquanto os Estados Unidos, não. Nos anos 60, a Coreia (do Sul) tinha o nível econômico do Afeganistão. Hoje, é muito forte econômica e educacionalmente. Acredito que o Brasil está no caminho também, o progresso demonstrado nos últimos anos no Pisa é muito encorajador.

1. O Brasil melhorou seu desempenho no Pisa 2009 em relação à edição de 2006, mas em patamares ainda modestos: atingiu a posição 53 em ciências e leitura, e a 57 em matemática numa lista de 65 países.

2. O taylorismo é um sistema de organização do trabalho elaborado pelo americano Frederick Taylor (1856-1915). Por ele, os trabalhadores são orientados a repetir ações padronizadas no menor tempo possível, a fim de reduzir custos e aumentar a produtividade.

3. Conforme dados da OCDE, os Professores finlandeses começam ganhando US$ 32 mil anuais – menos do que em países como Austrália, Portugal (ambos US$ 34 mil), Espanha (US$ 40 mil) e Alemanha (US$ 46 mil). No Brasil, tomando o piso como base, ganham US$ 9,2 mil.

4. No último Pisa, a Finlândia, a Coreia do Sul e a cidade de Xangai, que representou a China, obtiveram os resultados mais expressivos. A Finlândia ficou em segundo em ciências, terceiro em leitura e sexto em matemática.













terça-feira, 11 de setembro de 2012

EDUCAÇÃO INTEGRAL É REALIDADE EM MAIS DE 50% DAS ESCOLAS PÚBLICAS ESTADUAIS


Foto: Carol Garcia / Secom


Ficar no colégio o dia todo pode até parecer cansativo para muita gente, mas para os alunos da Escola Estadual Professora Candolina, no bairro do Pau Miúdo, em Salvador, o aprendizado se torna ainda mais interessante. O segredo para manter os estudantes na escola por mais de sete horas está nas atividades educativas complementares.

Em um turno, aulas regulares normais de português, matemática, química, biologia e outras disciplinas. No outro horário, atividades lúdicas, esportivas e inclusão digital. Quem participa dos cursos complementares almoça e lancha na própria escola. Os cursos são optativos e os alunos escolhem as atividades que mais se identificam.

Entre as aulas mais procuradas estão as de informática, dança e basquete. A unidade oferece ainda letramento, matemática, caratê e artes. Em todas, alunos de várias idades e séries se integram a um único objetivo: ter um bom desempenho escolar.

Foi em busca de bons resultados na sala de aula que o aluno do 6º ano, Cleiton Dias, 12 anos, se inscreveu no curso de letramento. No início do ano, suas notas em português não eram nada animadoras. “Tirava muitas notas baixas, mas desde que comecei a fazer o curso de letramento melhorei muito”.

O estudante do 8º ano Johne Cleiton Silva Santos, 15 anos, gostou tanto das atividades complementares que se inscreveu também no caratê. “Passei a me empenhar mais na escola e melhorei em português e matemática. Estou aproveitando ao máximo as atividades oferecidas pela escola”.

A satisfação não é só dos estudantes. Professores e pais de alunos dizem estar satisfeitos com os resultados obtidos por meio da educação integral, que, além de dar mais opções aos estudantes, consegue afastá-los das ruas e das drogas. A atividade já está presente na metade das escolas públicas do Estado.

A auxiliar de disciplina Luciana Costa Santos, 41 anos, mãe de uma aluna do 8º ano, afirmou que se sente mais tranquila ao saber que a filha passa o dia todo na escola. Segundo ela, o comportamento da garota dentro de casa melhorou bastante.

“Minha filha está aprendendo mais, se desenvolvendo bem nas atividades escolares. Outro ponto positivo é que ela fica longe das más companhias, passa a selecionar suas amizades. Fico tranquila e feliz por ela estar se preparando para o futuro”, disse Luciana.


Bom desempenho reflete no Índice de Desenvolvimento da Educação

O Programa Mais Educação, desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC) e adotado pelo governo da Bahia desde 2009, tem apresentado bons resultados em todo o estado. No total, 350 mil estudantes são beneficiados. De acordo com o diretor da Escola Professora Candolina, Marinaldo Bezerra, o bom desempenho dos alunos refletiu no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado em 2007 para medir a qualidade das escolas públicas do país.

Marinaldo explicou que a meta estabelecida para este ano era de 2.9. No entanto, a unidade superou as expectativas e obteve 3.5 na avaliação do MEC. “Esta pontuação alcançada este ano era a projetada apenas para 2013. Fico muito satisfeito, porque ultrapassamos a meta de 2012, atingindo a de 2013. Com base nesses números, tenho certeza que vale a pena as escolas aderirem e investirem na educação integral. Os resultados são satisfatórios”.

O programa aumenta a oferta educativa nas escolas públicas por meio de atividades optativas que foram agrupadas em macrocampos, como acompanhamento pedagógico, meio ambiente, esporte e lazer, direitos humanos, cultura e artes, cultura digital, prevenção e promoção da saúde, educomunicação, educação científica e educação econômica.

Para o desenvolvimento de cada atividade, o governo federal repassa recursos para ressarcimento de monitores, materiais de consumo e de apoio. As escolas beneficiárias também recebem conjuntos de instrumentos musicais e rádio escolar, além de referência de valores para equipamentos e materiais, que podem ser adquiridos pela própria unidade com os recursos repassados.







Fonte: SECOM - BA

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Independência ou mudança na conjuntura?




Fala, galera esperta!

O que se comemora neste mês como um dos eventos mais importantes do país?

Temos certeza que todos(as) sabem a resposta, não é verdade? Então, convidamos vocês a fazermos algumas reflexões acerca desse dia.

A Independência do Brasil deve ser vista não apenas como mais uma data comemorativa que se encerra no dia 07 de Setembro, como ficou ilustrada na pintura do quadro que realça o protagonismo do imperador, e sim, como momento amplo, complexo, que fomente reflexões críticas sobre o contexto histórico vivenciado pela sociedade do século XIX.

Após a vinda da família real em 1808, a colônia passou a ser sede do império português e os lusitanos não se agradaram com a política implantada por Dom JoãoVI dentro da colônia, dada a importância que esta passou a ter para a Coroa. Quase uma década depois, o Brasil foi anexado tornando-se Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

O processo de emancipação foi sobretudo o conflito de interesses entre a burguesia mercantilista da metrópole que exigia a recolonização do Brasil como medida para fortalecer a economia portuguesa e grandes proprietários de terra da colônia. Vale a pena lembrar que algumas províncias do nordeste agiam de forma isolada, Bahia e Pernambuco por exemplo. Estas tiveram diversas e importantes tentativas de projetos federativos que merecem ser contados pela História oficial, que costuma abordar esse evento de forma totalizante, quando na realidade não aconteceu da mesma maneira para todas as localidades do território nacional.

Compreende-se, assim, os acontecimentos como um momento de transformações na composição social da então incipiente sociedade brasileira que, no entanto não trouxe alterações significativas para as camadas populares, ainda mantidas sob as amarras da escravidão. Dessa maneira, o que se viu foi mais uma mudança do regime colonial para o monárquico.

Com a expansão do capitalismo, houve uma crise no sistema colonial mercantil, que já não podia mais dar conta daquele modelo econômico. Em 1820 um grande movimento conhecido como Revolução do Porto, que começou nessa cidade, logo tomou conta de todo país, reivindicando a volta do Pacto Colonial e a centralização do império novamente em Portugal. Porém não houve entendimento entre políticos representantes dos interesses econômicos da colônia e aqueles que defendiam os da metrópole. Para estes projetos era fundamental o retorno de Dom Pedro I à Portugal, uma vez que a presença deste na colônia dificultaria o fortalecimento do Estado português através da implantação de novas políticas de monopólio. Foi nessa ocasião, 1822, que teria acontecido o célebre Dia do Fico, quando o príncipe de Bragança se negou a retornar para a metrópole, decisão que tornou as relações ainda mais tensas e acirradas. Diante da situação, boa parte da elite detentora do poder econômico e social uniu-se para proteger seus interesses e privilégios conquistados desde a instalação da corte em terras brasileiras. Assim, o conflito foi deflagrado.

É importante atentar para a questão de não existir até aquele instante uma proposta efetiva de nação. Em algumas regiões inclusive defendia-se a ideia de Estados regionais.

Por todas estas razões salientamos que a Independência foi a implantação de conflitos e acordos políticos, um projeto imperial de centralização de poder, o qual teve por resultado um profundo endividamento e consequentemente a dependência econômica com a Inglaterra, maior potência financeira daquela época.

Em suma, pode-se dizer que a Independência do Brasil em relação a Portugal não rendeu nenhuma mudança nas estruturas política, econômica e social. A elite representada por grandes proprietários de terra continuou controlando as demandas internas, externamente o país permaneceu sob o jugo da Inglaterra.

Sendo assim, resta-nos as indagações:

Há de fato motivos para celebrarmos a Independência?

O que vocês entendem por um país independente?


Falou, galera!

Vamos conhecer melhor a nossa História.





quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O que foi a Independência do Brasil?




No dia 7 de setembro de 1822, o príncipe regente dom Pedro, irritado com as exigências da corte, declarou oficialmente a separação política entre a colônia que governava e Portugal. Em outras palavras, ele proclamou a Independência do Brasil.

Um mês depois, mais precisamente em 12 de outubro de 1822, dom Pedro foi aclamado imperador e, em 1º de dezembro, coroado pelo bispo do Rio de Janeiro, recebendo o título de dom Pedro 1º.

Resumidamente, a conquista da independência do nosso país poderia ser contada dessa forma, mas a história não é tão simples assim. Começa realmente com o enfraquecimento do sistema colonial e a chegada da corte portuguesa ao Brasil (1808) e só termina em 1824, com a adoção da primeira Constituição brasileira.



Os motivos da separação

Entre os séculos 18 e 19, cresceram no Brasil as pressões externas e internas contra o monopólio comercial português e a cobrança de altos impostos numa época de livre comércio.

Diversas revoltas - a exemplo da Inconfidência Mineira, Conjuração Baiana e a Revolta Pernambucana de 1817 -, aliadas à Revolução Francesa e àindependência dos Estados Unidos, provocaram o enfraquecimento do colonialismo e reforçaram o liberalismo comercial no Brasil. Em 1808, com a abertura dos portos, o Brasil passou a ter mais liberdade econômica e, com sua elevação à categoria de Reino Unido, deixou de ser, formalmente, uma colônia.

Em 1820, a burguesia portuguesa tentou resgatar sua supremacia comercial, promovendo a Revolução Liberal do Porto. No ano seguinte, o parlamento português obrigou dom João 6º a jurar lealdade à Constituição e a voltar para Portugal. Seu filho dom Pedro foi deixado no Brasil, na condição de príncipe regente, para conduzir uma eventual a separação política.



O rompimento

As pressões contra o controle de portugal cresceram na colônia, e a metrópole passou a exigir a volta de dom Pedro. O príncipe deu sua resposta a Portugal no dia 9 de janeiro de 1822 (Dia do Fico), com a célebre frase "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, diga ao povo que fico". 

Iniciou-se um esforço político por parte dos ministros e conselheiros de dom Pedro, pela permanência dos vínculos com Portugal, mantendo um pouco de autonomia para o Brasil. Queriam uma independência sem traumas, mas as críticas ao colonialismo ficaram insustentáveis. Dom Pedro, então, se viu pressionado a oficializar o rompimento.

Foi assim que, em 3 de junho de 1822, dom Pedro convocou a primeira Assembléia Constituinte brasileira. Em 1º de agosto, declarou inimigas as tropas portuguesas que desembarcassem no Brasil e, dias depois, assinou o Manifesto às Nações Amigas, justificando o rompimento com as cortes de Lisboa e garantindo a independência do país, como reino irmão de Portugal. 

Em represália, os portugueses anularam a convocação da Assembléia Constituinte brasileira, enviaram tropas à colônia e exigiram o retorno imediato do príncipe regente a Portugal. No dia 7 de setembro de 1822, durante uma visita a São Paulo, nas proximidades do rio Ipiranga, dom Pedro recebeu uma carta com as exigências das cortes e reagiu proclamando a independência do Brasil. Bahia, Maranhão e Pará, que tinham juntas governantes de maioria portuguesa, só reconheceram a independência em meados do ano seguinte, depois de muitos conflitos entre a população e os soldados portugueses.

No início de 1823, houve eleições para a Assembléia Constituinte que elaboraria e aprovaria a Carta constitucional do império brasileiro, mas, em virtude de divergências com dom Pedro, a Assembléia logo foi fechada. A 1ª Constituição brasileira foi, então, elaborada pelo Conselho de Estado e outorgada pelo imperador em 25 de março de 1824.

Com a Constituição em vigor, a separação entre a colônia e a metrópole foi finalmente concretizada. Mesmo assim, a independência só é reconhecida por Portugal em 1825, com a assinatura do Tratado de Paz e Aliança entre Portugal e Brasil, por dom João 6º.


Fonte: Almanaque Abril, Fovest e Enciclopédia da Folha




Bom feriado a todos!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

GOVERNADOR EM EXERCÍCIO ABRIRÁ DESFILE DO 7 DE SETEMBRO





Presidido pelo governador da Bahia em exercício, Otto Alencar, e coordenado pela Marinha, através do Comando do 2º Distrito Naval, o desfile cívico-militar do 7 de Setembro, em comemoração ao 190º Aniversário da Independência do Brasil, está previsto para começar a partir das 9h desta sexta-feira. O desfile terá início no Corredor da Vitória e seguirá pela Avenida 7 de Setembro, até a Praça Castro Alves.

Às 8 h 35, o comandante do 2º Distrito Naval, vice-almirante Antônio Fernando Monteiro Dias, autoridade militar de maior precedência na Bahia, passará em revista a tropa e, às 8h55, receberá o governador em exercício o hasteamento das bandeiras do Brasil, da Bahia e de Salvador, em frente ao palanque montado no Campo Grande.

Após o hasteamento das bandeiras, o governador em exercício dá entrevista coletiva, ao lado do palanque oficial, e autoriza o início do desfile, que está dividido em três partes: militar, civil e hipo-motorizada; totalizando um efetivo de 6.321 pessoas desfilando, sendo 4.664 militares e 1.657 civis.

Após a passagem das bandeiras históricas, o primeiro grupo a desfilar será o dos Ex-Combatentes, seguido pela Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira, Polícia Militar da Bahia, Guarda Municipal de Salvador, Salvamar, escolas e instituições civis, viaturas militares e cavalaria.





Fonte: SECOM - BA

terça-feira, 4 de setembro de 2012

POR QUE O BRASIL ESTÁ NO 88º LUGAR NO RANKING MUNDIAL DA EDUCAÇÃO?




A gestão ineficiente, o desprestígio do magistério e a má formação dos professores são alguns dos empecilhos ao salto educacional brasileiro


Os problemas da educação brasileira extrapolam os limites da sala de aula. O desempenho pífio revelado em avaliações internacionais se deve a uma combinação de falhas de educadores, governantes e famílias, na opinião de especialistas. Essas deficiências incluem erros de gestão, falta de recursos e pouca cobrança social por resultados que façam jus ao atual peso econômico e político do Brasil.

O desafio de alcançar um ensino de qualidade foi eleito o tema da nova campanha institucional do Grupo RBS, deflagrada na terça-feira sob o slogan A Educação Precisa de Respostas. Para investigar quais são os principais nós que comprometem a aprendizagem no país e descobrir como desatá-los, uma série de reportagens em rádios, tevês e jornais vai responder a questionamentos concretos sobre o atual cenário da educação nacional.

A primeira dessas perguntas é como pode um país que alcançou a sexta posição entre as maiores economias do planeta ostentar um constrangedor 88º lugar em um ranking mundial publicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no ano passado. As respostas, oferecidas por especialistas nacionais na área, resumem os principais entraves ao avanço educacional brasileiro.

Superados estes obstáculos, o país poderia experimentar nos próximos anos um acréscimo de qualidade significativo nas escolas e vencer um atraso histórico.

— Temos de levar em conta que começamos a nos preocupar com educação com quatro, cinco séculos de atraso em relação a outros países. É impossível recuperar isso do dia para a noite, mas temos de investir melhor para não perdermos mais tempo — observa o economista Claudio de Moura Castro.

Confira, a seguir, alguns dos principais empecilhos ao salto educacional brasileiro.

Gestão ineficiente

Especialistas em educação sustentam que não basta apenas despejar mais dinheiro no sistema educacional brasileiro. Outra disciplina em que o país encontra dificuldades é como aplicar bem os recursos disponíveis — que este ano devem somar R$ 114 bilhões.

— Há mau gerenciamento, e não é porque as pessoas são incompetentes. As estruturas são viciadas por clientelismo e corporativismo. Há nomeações políticas de diretores, em muitos lugares há dois professores para cada classe, tem muita gente que não trabalha. É uma cultura gerencial difícil de desmontar — avalia o presidente do Instituto Alfa e Beto, João Batista Oliveira.

Desprestígio do Magistério

Falhas na gestão do ensino explicam, em parte, a dificuldade para desatar outro nó da educação brasileira: a baixa remuneração dos professores — tanto na rede pública quanto na particular. Os baixos salários têm duplo impacto: além de oferecerem pouco estímulo aos profissionais em ação, afugentam da carreira muitos dos melhores alunos.

– A baixa aprendizagem decorre da ausência de professores com qualidade. Tornar o magistério um objeto de desejo dos jovens é fundamental. Nos países com boa educação, ser professor tem bom retorno financeiro e reconhecimento social — avalia Mozart Neves Ramos, conselheiro do movimento Todos pela Educação.

No Painel RBS realizado na terça, o especialista observou que, enquanto um professor ganha, em média, R$ 1,8 mil, outro profissional com titulação equivalente recebe R$ 2,8 mil. Países que estão no topo da educação mundial, como Coreia do Sul e Finlândia, pagam bem seus professores, o que lhes permite atrair mais interessados e selecionar os melhores.

Má formação dos professores

Para especialistas, o modelo de treinamento dos mestres brasileiros é uma das razões principais para o desempenho pífio dos estudantes nas avaliações nacionais e internacionais. A principal crítica é de que os cursos não preparam adequadamente.

— Em primeiro lugar, para se formar um bom professor, você tem de aprender o conteúdo a ser ensinado. Em segundo, você tem de aprender a dar aula. O terceiro é tudo mais, ou seja, cultura, ideologia, identidade do professor, antropologia e sociologia da educação, legislação, tudo o que é periférico. No Brasil, as faculdades só ensinam o “tudo mais”, o periférico. Faltam os temas centrais — diz o economista e especialista em educação Claudio de Moura Castro.

Baixo investimento na Educação Básica

Um dos problemas que o país precisa resolver para elevar a qualidade do seu ensino é de matemática. O Brasil aplica, em média, um valor muito baixo para cada estudante da educação básica. O gasto público, em 2010, era de apenas R$ 3,5 mil ao longo de um ano. Isso representa todo o investimento estatal feito diretamente em educação dividido pelo número de alunos.

— Ainda investimos menos do que países como Argentina, México ou Chile — compara Mozart Neves Ramos, conselheiro do movimento Todos Pela Educação.

Uma comparação internacional feita com base nas cifras aplicadas em 2008 convertidas para dólar demonstra que, em uma lista de 34 países, o Brasil só aplicou mais dinheiro por aluno de qualquer nível de ensino do que a China. Outro problema é o desequilíbrio entre os níveis educacionais. Enquanto há R$ 17,9 mil disponíveis ao ano para cada universitário, o estudante do Fundamental ao Médio conta com cinco vezes menos.

Pouca inovação na sala de aula

As dificuldades de formação e remuneração dos profissionais da educação, somadas às restrições de orçamento, resultam em outro problema: a dificuldade para apresentar um sistema de ensino renovado, inovador e capaz de despertar o interesse dos estudantes.

— Temos hoje uma situação em que a escola é do século 19, o professor é do século 20, mas o aluno é do século 21. Precisamos colocar todos no mesmo século. Para isso, é preciso ter um currículo atraente, com inovação e criação de mecanismos que estimulem a pesquisa. O aluno do século 21 não quer coisa pronta, enlatada – analisa Mozart Neves Ramos.

Baixa participação da comunidade

Os problemas da educação brasileira não estão apenas dentro do colégio. Um dos elementos apontados para o mau desempenho internacional é o pouco envolvimento de quem está do lado de fora dos muros escolares no universo da educação. A pouca intimidade foi demonstrada pela pesquisa Educar Para Crescer, realizada pelo Ibope: 72% das famílias brasileiras se dizem “satisfeitas”com a educação nacional, e dão uma média 7 (em uma escala de zero a 10) para as escolas públicas e privadas.






segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Professores da educação básica poderão aperfeiçoar língua inglesa na Universidade de Londres






A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou novo edital do programa Ensino de Inglês como Língua Estrangeira (Teaching of English as a Foreign Language), realizado em parceria com o Instituto de Educação da Universidade de Londres (IOE).

O programa busca valorizar o magistério da rede pública e melhorar a qualidade da educação básica brasileira, capacitando os docentes de língua inglesa, vinculados à rede pública de educação básica, por meio de sua participação em programa de aperfeiçoamento em didática da língua inglesa no IOE. As inscrições podem ser feitas até o dia 28 de setembro.

A iniciativa tem como objetivo promover a integração e a cooperação educacional, cultural e científica entre países parceiros, visando a atender às políticas de governo que têm como foco a qualidade da formação de educadores que atuam na educação básica; oferecer uma experiência in-loco em história e cultura inglesa para que isso se torne parte do currículo do ensino de inglês; e estimular parcerias com professores ingleses visando à interação on line entre os professores dos dois países.





Fonte: Capes
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