quarta-feira, 6 de junho de 2012

Significado da Festa de Corpus Christi, celebrada nesta Quinta

Assessoria Diocese

Nesta quinta-feira, 07, a Igreja Católica, em todo o mundo, comemora o dia de Corpus Christi. Nome que vem do latim e significa “Corpo de Cristo”.

A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.

Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.

"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 - 59).

Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.



Origem da Celebração

A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.

A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.



No Brasil

No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.

A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.









Portanto, um bom feriado para todos!


Claudia Fernandes e Direc - 28.

GOVERNO REAFIRMA REAJUSTE SALARIAL DE ATÉ 26% PARA PROFESSORES





Um novo apelo para que os professores da rede estadual de ensino retomem suas atividades é feito pelo governador Jaques Wagner, no programa de rádio desta terça-feira (5). “Vamos dar a tranquilidade a pais e alunos, voltando à sala de aula. Espero que a gente possa ter a normalização imediata para que os estudantes não sofram ainda mais”.

No Conversa com o Governador, ele reafirma a proposta que resultará no reajuste salarial para os docentes de 22 a 26%, incluindo os 6,5% já concedidos este ano. Wagner explica que isso representa a antecipação - do que estava previsto para novembro de 2013 e novembro de 2014 - para novembro de 2012 e abril de 2013, “agora na forma de promoção dentro da carreira dos professores”.

Ele diz que sua maior preocupação é com o sofrimento dos pais de alunos e estudantes. Em razão disso, na tentativa de evitar a greve, “apresentei uma proposta, que não foi aceita. Depois de 55 dias, essa proposta está recolocada para apreciação do sindicato e dos professores. Quero deixar bem claro que estou adiantando o que estava previsto para novembro de 2013 e novembro de 2014”, reforça.

De acordo com o governador, com a nova proposta e mais os 6,5% concedidos a todo o funcionalismo, em 1º de janeiro deste ano, no mês de abril de 2013 os docentes vão acumular ganho salarial entre 22 e 26%. Wagner destaca, principalmente, a ansiedade dos estudantes do 3º ano do ensino médio, que farão vestibular e não podem ser prejudicados. “Esse é mais um esforço no sentido de que a gente retorne, imediatamente, à sala de aula e programe a reposição dos dias parados, para que os nossos alunos não tenham o ano letivo perdido”.

Jaques Wagner enfatiza que, todos os anos, o Governo da Bahia concede reajuste. “Desde janeiro de 2007, quando assumi o governo, são 71,5% de reajuste geral para os professores, o que corresponde ao ganho de 30% acima da inflação. Por isso, o meu apelo, o meu esforço, mas tem uma hora que a gente precisa bater o martelo, fazer a negociação, ter o acordo para não sacrificar a nossa juventude com a perda de aulas”.

Outro assunto de destaque no programa é a visita às obras da Adutora do Algodão, região de Guanambi, na última sexta-feira, que o governador fez em companhia do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, quando autorizaram a extensão do sistema até o município de Caetité.

A água será captada no Rio São Francisco, trecho do município de Malhada, e a previsão é que até setembro deste ano a obra seja entregue à população. “Fomos comemorar, em Caetité, a liberação de mais R$ 42 milhões, que vão corresponder à extensão da adutora”. Ele fala também de outras obras estruturantes para levar água à população como as adutoras do Feijão, de Pedras Altas e de Ponto Novo.

O governador Jaques Wagner fala ainda do decreto que assina nesta terça-feira (Dia do Meio Ambiente) sobre mudanças na Lei Estadual do Meio Ambiente. Segundo ele, o objetivo é dar mais agilidade ao processo de licenciamento, separando o que é a concessão de licença de um empreendimento de baixo impacto do licenciamento para projetos de médio e alto impacto. Por último, ele cita a Rio+20, evento que reunirá no Rio de Janeiro mais de 100 presidentes de vários países para refletirem sobre a proteção e a preservação do meio-ambiente.

O programa Conversa com o Governador é produzido pela Secretaria de Comunicação Social do Governo da Bahia e veiculado pela Rádio Educadora FM 107,5 Mhz. O conteúdo também pode ser reproduzido por outros veículos de comunicação, além de estar disponível pelo 0800-071-7328 e na página do Conversa.










Fonte: SECOM - BA

terça-feira, 5 de junho de 2012

O QUE É E PARA QUE SERVE O CENSO ESCOLAR?

Entenda quais as funções do levantamento anual realizado pelo Inep


João Bittar/MEC

O Censo Escolar é um levantamento de dados e informações referentes à Educação Básica que tem como finalidade subsidiar a elaboração de análises, diagnósticos, planejamento do sistema educacional do País e a definição e monitoramento das políticas públicas que promovam um ensino de qualidade para todos os brasileiros. Ele é realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Além do uso por diferentes instâncias governamentais, o Censo Escolar é uma ferramenta indispensável para que a sociedade em geral e os diversos atores educacionais possam conhecer a situação da Educação do País, dos estados, municípios e das escolas.



O que é e qual é a função do Censo Escolar da Educação Básica?

O Censo Escolar é um levantamento de dados e informações da Educação Básica que são utilizados como referência para a formulação de políticas públicas e para a execução de programas na área da Educação, incluindo os de transferência de recursos públicos, como merenda e transporte escolar, distribuição de livros e uniformes, implantação de bibliotecas, instalação de energia elétrica, Dinheiro Direto na Escola e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O Censo é o principal instrumento de coleta de informações da Educação Básica, uma vez que abrange as suas diferentes etapas e modalidades: ensino regular (Educação Infantil e Ensinos Fundamental e Médio), Educação Especial e Educação de Jovens e Adultos (EJA).



Como é feito o Censo Escolar?

Os dados do Censo são coletados com a colaboração das secretarias estaduais e municipais de Educação, além de todas as escolas públicas e privadas do País. A coleta das informações é realizada por meio de um sistema de acesso chamado Educacenso, que as armazena em um computador central na sede do Inep em Brasília. Os dados são declaratórios e quem preenche o relatório é o diretor da escola ou uma pessoa designada por ele.

Os sistemas de ensino (estaduais ou municipais) que possuem sistemas próprios de coleta também podem migrar os dados para o banco de dados do Inep.



Quais são as informações coletadas?

Das escolas, são coletadas informações de infraestrutura disponível, as dependências existentes, os equipamentos e as etapas e modalidades de escolarização oferecidas.

De cada aluno, são coletados dados como sexo, cor/raça, idade, etapa e escolaridade de ensino que frequenta, nacionalidade, local de nascimento, turma que frequenta, a utilização de transporte escolar e se é portador de deficiência (caso sim, qual tipo).

A formação dos docentes e os tipos de turma existentes também fazem parte das questões do Educacenso.



Quando é feito o Censo Escolar?

O Censo Escolar é realizado anualmente. Nos últimos anos, ficou estipulado que a última quarta-feira do mês de maio, nomeada como Dia Nacional do Censo Escolar, é a data inicial para a coleta do levantamento.

Para acompanhar o rendimento escolar dos alunos, uma segunda coleta é feita, geralmente no início do ano seguinte à primeira etapa. Para isso, as escolas informam se o estudante foi aprovado, reprovado ou deixou de frequentar a instituição.



Como acessar os resultados?

Os dados do Censo Escolar podem ser acessados pelas sinopses estatísticas, pelos microdados ou por solicitação direta ao Inep. Consulte também os resumos técnicos do Censo, que apresentam e interpretam as principais mudanças nas informações sobre a Educação Básica.



Onde consultar mais informações sobre o Censo Escolar?

O site do Inep possui mais dados sobre o levantamento: http://portal.inep.gov.br/.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

GOVERNO FAZ PROPOSTA PARA ENCERRAR GREVE NA EDUCAÇÃO




O governador Jaques Wagner anunciou, nesta segunda-feira (4), nova proposta aos professores da rede estadual em greve há mais de 50 dias. O Governo da Bahia se propõe a conceder aos professores licenciados, em novembro de 2012, promoção por meio de curso, com ganho real de 7%. Em abril de 2013, nova promoção, também com ganho real de 7%, para os licenciados. Com essa proposta o governo antecipa investimentos que seriam aplicados nos reajustes de 3% e 4%, que seriam concedidos em 2013 e 2014.

"Estamos fazendo um grande esforço para, juntamente com os professores, evitar a perda do ano letivo. Haverá por parte do Estado a antecipação de um grande volume de recursos", explicou Wagner.

Para a implementação financeira dessa proposta será enviado um novo projeto de lei para a Assembleia Legislativa e revogada a Lei 12.364. Somada ao reajuste já concedido neste ano, a proposta do Governo da Bahia resultará em ganho total de 22% a 26%.






Fonte: SECOM - BA

NO ENSINO MÉDIO, ÍNDICE DE REPROVAÇÃO BATE RECORDE EM 2011

Taxa na rede pública chegou a 14%, enquanto a média nacional é de 13%

João Bittar/MEC

Assim como o Ensino Fundamental, o Ensino Médio também registrou uma melhora nas taxas de aprovação da rede pública: de 71,8% para 75,2% entre os últimos cinco anos, considerando o período compreendido entre 2007 e 2011. As taxas mais baixas de aprovação permanecem no 1º ano. Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

No entanto, as taxas de reprovação bateram recorde histórico em 2011: 14,1% na rede pública, índice acima da média nacional (que inclui a rede privada), que foi de 13,1%. No geral, as escolas públicas do País, tanto da zona rural quanto da urbana, apresentam as piores taxas.

Novamente, é o 1º ano do Ensino Médio que apresenta a pior situação, com quase 20% dos alunos reprovados. O abandono também é maior neste ano: 13,2%, acima da média total e da média do País.

A tabela abaixo apresenta mais dados apresentados pela rede pública em 2011.



Taxa Série 

Total 1.º ano 2.º ano 3.º ano 4.º ano Total Não- Seriado
Aprovação 75,2% 67,7% 77,3% 83,8% 88% 77,5%
Reprovação 14,1% 19,1% 12,8% 8,2% 4,3% 10,7%
Abandono 10,7% 13,2% 9,9% 8% 7,7% 11,8%



Fonte: Inep 2011.


Uma das possibilidades para a alta taxa de reprovação apresentada pelo Ensino Médio no ano passado seria, segundo o economista e coordenador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marcelo Neri, a incorporação de mais pessoas nessa etapa de ensino, atraídas pela chance de, futuramente, conquistar uma vaga em uma faculdade ou universidade.

“Hoje, temos um grande processo de inclusão no Ensino Superior, com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Programa Universidade Para Todos (ProUni). Com esses mecanismos mais inclusivos, o Ensino Médio passa a ser visto como porta de entrada para eles”, explica. “Este cenário atrai mais gente, incorporado assim pessoas de condições socioeconômicas mais baixas e que estavam fora do sistema.”

Antônio Batista, coordenador de desenvolvimento de pesquisas do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), também afirma que uma das hipóteses para o recorde de reprovação no Ensino Médio seja um maior número de alunos no sistema, mas aponta a falta de preparo das escolas para recebê-los como o maior desafio.

“A escola tem poucas condições para lidar com esse aluno. A reprovação ser maior no 1º ano mostra, inclusive, que ele é um filtro dessa situação”, afirma.



Propostas

O Ensino Médio vem sendo alvo de debate das políticas públicas nos últimos anos. Os dados de desempenho mostram uma situação crítica: apenas metade dos jovens com 19 anos declaram ter concluído o Ensino Médio. Além disso, 11% dos que acabam essa etapa da Educação Básica aprenderam o que era esperado do conteúdo de matemática.

Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco e especialista em Ensino Médio, afirma que o baixo desempenho apresentado por esses alunos decorre das deficiências de aprendizagem no Ensino Fundamental.

“O Ensino Médio é a última parte da Educação Básica. Se o aluno chega até ele sem ter os pré-requisitos para adquirir novas competências, ele certamente terá problemas para aprender os novos conteúdos. Conhecimento é construção”, explica. “Se falta condição acadêmica para esse jovem, ele será reprovado e é um candidato a abandonar a escola.”

Além disso, segundo Wanda, aqueles que reprovaram no Ensino Fundamental chegam ao Médio mais velhos, numa idade em que já são cobrados socialmente para gerarem renda, e, por isso, são ainda mais propensos a abandonar os estudos. “Por isso, possibilidades para mudar o quadro é criar uma forma desse aluno ter renda e continuar na escola. Uma ideia é que ele exerça atividades remuneradas dentro do próprio ambiente escolar, como monitoria, por exemplo. Isso evita que ele deixe a escola”, sugere ela, que é contra o Ensino Médio noturno.

No início deste ano, o MEC aprovou novas diretrizes curriculares para o Ensino Médio – que previam, inclusive, aulas à distância para as turmas noturnas, recurso proposto pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), que concebeu a resolução, mas vetado do documento pelo governo. A resolução tem 23 artigos e propõe que as escolas ofereçam, dentro de seus currículos, quatro possibilidades de dimensões temáticas: trabalho, ciência, tecnologia e cultura. A ideia do CNE é que a escola seja mais atraente e se aproxime mais do projeto de vida de seus estudantes.

Na semana passada, a Câmara dos Deputados instalou uma Comissão Especial (CESP)para discutir a situação do Ensino Médio. O objetivo dela é realizar estudos e pesquisas, além de apresentar propostas para a reformulação dessa fase da escolaridade.




sexta-feira, 1 de junho de 2012

Valorizar os professores traz melhores perspectivas para o futuro da educação


Por Francisca Romana Giacometti Paris



No fim de 2010, o Ministério da Educação apresentou um projeto que estabelece quais são os objetivos da educação para esta década (2011-2020). 

O texto traz vinte metas, que pretendem, ao longo do período, alterar a realidade das escolas no sentido de qualificar o atendimento, principalmente no ensino básico. 

Todas as metas poderão ser atingidas desde que haja políticas públicas consistentes, continuidade dessas políticas e investimento na formação e valorização do quadro de professores.

O objetivo de assegurar a todas as crianças e jovens o ensino básico e permitir que eles concluam seu processo de escolarização básica pode continuar sacrificando a qualidade em função da quantidade. 

Todavia, sabemos que a realidade das escolas poderá ser mudada se, sobretudo, as metas propostas estiverem apoiadas na confiança, na ação e no empenho dos professores. 

Isso significa que, se os professores não acreditarem na força e na seriedade das políticas educacionais e não as efetivarem no contexto das escolas, o Plano Nacional de Educação (PNE) será apenas mais um plano bem intencionado, porém ineficaz. 

Deve existir um projeto social e político que aponte, por meio de ações concretas, o desejo de se transformarem significativamente as metodologias e os conceitos que hoje determinam os fazeres escolares.

Ninguém ignora que é a intervenção pedagógica adequada dos educadores que faz quase toda a diferença na escola. 

Todos defendem a ideia de que a atividade docente está cada vez mais complexa e exigente; no entanto, também é consensual a ideia de que a carreira docente com um estatuto social decadente, formação fragilizada e remuneração baixa não atrai à profissão os estudantes mais qualificados nem anima os melhores profissionais a se manterem nas escolas públicas.

Em um tempo em que nós, a sociedade como um todo e as autoridades educacionais buscamos uma escola que atenda mais e melhor à população que dela faz uso, é imprescindível que medidas palpáveis sejam estabelecidas a curto e médio prazo, a fim de tornarmos a carreira docente um pouco mais atraente. 

É preciso que os jovens sejam motivados a serem professores e encontrem incentivo e sentido no magistério. Uma profissão que não consegue atrair os “bons” com certeza será ocupada por aqueles que, do ponto de vista profissional, não tiveram opções melhores. 

Assim sendo, estaremos encaminhando pessoas desmotivadas à carreira docente, sem empenho e, sobretudo, que não acreditam que podem. Por isso mesmo, elas provavelmente não farão a diferença, uma vez que não “escolheram”, mas foram social e economicamente “escolhidas” para serem professores. 

Valorizar o magistério é essencial para que os professores possam realizar suas tarefas com dignidade. É evidente que apenas oferecer um salário maior não irá comprometer nem qualificar o corpo docente, visto que possibilidades culturais e de lazer são também fundamentais; é imprescindível que haja políticas de ampliação das remunerações. 

Isso, aliado a políticas de avaliação externa de docentes, discentes e gestores, que indiquem intervenções técnicas de nossos gestores públicos, a fim de dar saltos na qualidade da escola pública.

Para inverter o “desprestígio” da carreira de professor, é imperativo que se efetivem medidas claras de formação continuada dos docentes e, ao mesmo tempo, se definam com clareza novas condições para o exercício da profissão. O PNE 2011-2020 aparece em hora propícia e deseja o desenho de um novo projeto social para a escola pública. 

Todavia, o primeiro e mais importante passo para tal empreitada é devolver a decência à docência. Pensando de um modo mais amplo, quais são os caminhos para melhorar a situação da educação brasileira? 

Além de qualificar continuamente o professor, há mais três, que se complementam: continuar a melhoria da distribuição de renda, investir na formação pré-escolar, para que a criança chegue mais bem preparada à escola, e escolher materiais didáticos melhores, que dêem chance ao aluno de ter acesso a conteúdos de qualidade. 

É claro que muitos professores desejam desenvolver seu próprio método de ensino e currículo, mas, no caso principalmente dos docentes com baixa qualificação profissional, esta é a verdadeira receita para o fracasso. Isso porque a construção de um fazer pedagógico deve apoiar-se em um material didático cuja função seja instrumentalizar e orientar o educador para a reflexão e a tomada de decisões direcionadas ao aprendizado. E isso é o que o sistema de ensino faz.

Materiais didáticos estruturados (ou “sistemas de ensino”) são cadernos de uso individual que organizam o currículo da escola e os conteúdos das disciplinas, aula a aula. 

Podem ainda orientar os professores e acompanhar o desempenho dos alunos, o que otimiza o aproveitamento do tempo em sala de aula, favorece o estudo do aluno em casa e incrementa o domínio do conteúdo pelo professor. 

Isso porque um sistema estruturado de ensino configura-se como um conjunto de soluções que vão além do material didático. Ele inclui, por exemplo, tecnologias educacionais, portal educativo, formação continuada de professores, avaliação e acompanhamento da aprendizagem do aluno, entre outras, as quais, juntas, resultarão em um melhor desempenho escolar.

A grande diversidade de sistemas de ensino em uso traz a inevitável preocupação com a qualidade, necessariamente vinculada a um adequado projeto pedagógico e editorial, cuidadosa produção e revisão do conteúdo. 

Não cabem improviso, reutilização de materiais segregados ou adaptações de conteúdos planejados para outras finalidades. 

As soluções que atendem às necessidades dos professores e alunos devem ser trabalhadas de forma precisa, desde o planejamento editorial até a produção gráfica.

Em educação, não há uma solução milagrosa para tudo. É preciso combinar diferentes alternativas e esforços. 

Sem a cooperação do poder público – gerando políticas eficazes –, da iniciativa privada – produzindo conteúdos de qualidade para alunos de todas as classes sociais – e das associações de classe – auxiliando na formação continuada –, permaneceremos chorando sobre o leite derramado. Ou melhor, sobre os tristes índices da nossa educação.

Francisca Romana Giacometti Paris é pedagoga, mestra em educação, diretora pedagógica do Ético Sistema de Ensino (www.sejaetico.com.br), da Editora Saraiva, e ex-secretária de Educação de Ribeirão Preto (SP).





MEC DEFINE MUDANÇA NA CORREÇÃO DA REDAÇÃO DO ENEM


Discrepância entre notas de avaliadores deverá ser, no máximo, de 200 pontos


O Ministério da Educação (MEC) decidiu alterar a forma de correção da redação do próximo Exame Nacional do Ensino médio (Enem), marcado para 3 e 4 de novembro. A discrepância máxima entre as notas dadas pelos dois corretores cairá dos atuais 300 pontos para 200. Quando esse limite for ultrapassado, um terceiro corretor analisará a redação. Segundo o Estado apurou, nos casos em que nem um terceiro corretor conseguir chegar a um consenso com os outros dois, a prova será submetida a uma banca examinadora, que dará a nota final.

O anúncio dessas e de outras mudanças será feito hoje em coletiva de imprensa pelo ministro Aloizio Mercadante e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa. Desta vez, o edital do processo contemplará um único exame, e não vários.

Na última edição do Enem, o Inep foi confrontado com processos judiciais de candidatos que criticaram as notas finais. Foi o caso de uma estudante carioca que recebeu três notas diferentes: 800 (do primeiro corretor), 0 (do segundo) e 440 (do terceiro). A mudança na forma de correção deverá aumentar o número de redações revisadas e exigir melhor treinamento.

Em entrevista ao Estado logo após assumir o cargo, Mercadante já havia defendido uma nova forma de corrigir as redações. "Precisamos aprimorar o critério, pois sempre há componente subjetivo", disse na ocasião.

O pedido de vista da redação do último Enem virou motivo de uma intensa batalha judicial, até o Tribunal Regional Federal da 5.ª Região (TRF-5) suspender uma liminar que garantia o acesso às redações.

Um acordo firmado com o Ministério Público Federal (MPF) permitirá que os estudantes tenham acesso às redações corrigidas apenas para fins pedagógicos a partir deste ano.

O MEC previa inicialmente a realização de duas provas do Enem neste ano, mas acabou cancelando a edição prevista para 28 e 29 de abril.

Este será o primeiro Enem sob a batuta de Mercadante, que recebeu da presidente Dilma Rousseff dois pedidos antes mesmo de assumir o cargo: solucionar os problemas do Enem e deslanchar o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Em 2009, o Estado revelou o vazamento da prova do Enem; em 2010, o cabeçalho foi trocado no cartão-resposta e algumas provas tiveram erros de encadernação; no ano passado, estudantes de um colégio particular de Fortaleza receberam antecipadamente algumas questões da prova, que depois foram anuladas.

greve. Mercadante criticou ontem o movimento grevista de Professores das universidades federais, que entrou no seu sexto dia. O ministro afirmou ter "muitas greves nas costas", mas disse não ver razão para a deflagração de movimento se negociações estão em aberto.

A paralisação atinge 41 universidades federais e 2 institutos de Ensino superior. Na terça, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aderiram ao movimento.

"As discussões são uma ficção. O que eles estão fazendo é cozinhar o galo", afirmou Argus de Almeida, do Sindicato Nacional dos Docentes de Institutos de Ensino Superior.





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