terça-feira, 4 de outubro de 2011

Colegiado Escolar


Reunião do Colegiado Escolar Foto: Claudionor Junior














O Colegiado Escolar é um conselho formado por diretores, professores ou coordenadores pedagógicos, servidores técnico-administrativos, estudantes, pais ou responsáveis e comunidade local, que atuam a partir do compartilhamento de responsabilidades nas ações voltadas para o desenvolvimento da educação.

O papel do Colegiado é ampliar a participação de representantes das comunidades local e escolar na gestão administrativa, financeira e pedagógica da escola, promovendo o monitoramento e a avaliação para a melhoria da qualidade de ensino e aprendizagem.

Nesta perspectiva, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia promove ações voltadas para a formação dos membros do Colegiado, por meios de encontros, palestras, oficinas e videoconferências. A formação pela qual passam os novos representantes dos segmentos escolares prevê o desenvolvimento de competências relacionadas com a melhoria da participação, o compromisso e a co-responsabilidade frente aos desafios necessários à democratização da gestão escolar.

As ações do Colegiado são norteadas pelo Caderno de Orientações, elaborado pela Secretaria da Educação e disponibilizado online.




Objetivos

Com o propósito de fomentar a consolidação de um ambiente democrático e participativo nas escolas, a ação tem como principais objetivos a elaboração e distribuição do Caderno de Orientações; realização de eleições para novos membros do Colegiado; videoconferências com diretorias regionais de educação e escolas; construção do Sistema Escolar/Colegiado para o acompanhamento das ações desenvolvidas e elaboração e acompanhamento dos trâmites para implantação do Projeto de Formação Continuada do Colegiado Escolar.



Resultados

Já são 20 mil pessoas atendidas em todas as unidades escolares, por meio das ações de elaboração e distribuição do Caderno de Orientação, realização de eleições para novos membros do colegiado, videoconferências, elaboração e acompanhamento para a implantação do Projeto de Formação Continuada do Colegiado Escolar.




Educação terá subcomissão para fiscalizar implementação do piso nacional do magistério





A subcomissão especial criada pela Comissão de Educação e Cultura para fazer um diagnóstico sobre a implementação do piso salarial nacional do magistério será instalada nesta quinta-feira (6). O piso salarial atualmente é de R$ 1.187 para 40 horas semanais e vale para todos os professores que atuem da educação infantil ao ensino médio.

O objetivo da subcomissão é fazer um levantamento em todos os estados para averiguar se a Lei 11.738/08, que instituiu o piso, está sendo cumprida. As visitas começarão por Minas Gerais e Ceará, onde os professores reivindicam o pagamento do piso.

"Queremos saber se os estados e municípios estão pagando o piso salarial e se, além disso, existem planos de carreira para os professores e se eles estão está sendo cumpridos”, explicou a presidente da comissão, deputada Fátima Bezerra (PT-RN). Ela lembra que a lei 11.738/08 foi aprovada por unanimidade pela Câmara dos Deputados e, portanto, é prerrogativa do Parlamento zelar pelo seu cumprimento.

Os trabalhos da subcomissão serão feitos em parceria com a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Piso Salarial Nacional dos Professores.

Apesar de a lei 11.738/08 ter a constitucionalidade reafirmada pelo Supremo Tribunal Federal, ainda não é cumprida em muitos estados e municípios.


A reunião será realizada às 10 horas, no Plenário 11.



Da Agência Câmara de Notícias



 

Fonte: UOL

Aumento de dias letivos é questionado

Para pesquisadores, proposta do governo de estender permanência na sala de aula não teria impacto efetivo no aprendizado do aluno




Fernando Haddad e Ricardo Paes de Barros apresentam estudo que defende aumento de dias letivos - Wilson Pedrosa/AE-21/9/2011
Wilson Pedrosa/AE-21/9/2011



Aumentar os dias letivos como estratégia para melhorar o aprendizado dos alunos é um equívoco. A opinião é de especialistas da educação que respondem à proposta do governo federal, divulgada recentemente, de elevar de 200 para 220 os dias de trabalho escolar.

Fernando Haddad e Ricardo Paes de Barros apresentam estudo que defende aumento de dias letivos

"Nessa medida, mais uma vez se repete o erro central da educação brasileira. Sempre se opta por fazer mais, e não melhor. É daí que criam mais séries, mais tempo, mais curso", diz João Batista Araujo e Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto.

A ideia de aumentar o ano letivo surgiu a partir de um estudo do secretário de ações estratégicas da Presidência da República, Ricardo Paes de Barros.

Depois de analisar pesquisas nacionais e internacionais, o trabalho de Paes apontou que o aumento de dez dias no ano letivo poderia elevar o aprendizado do aluno em até 44% no período de apenas um ano.

O secretário citou exemplos de países como Japão, Coreia do Sul e Israel, que têm anos letivos de 243 dias, 220 dias e 216 dias, respectivamente.




Comparação.

Acreditar que a realidade de outros países se repetirá aqui não é o correto, diz o economista e especialista em educação Ernesto Faria. "A comparação por si só não diz muito, mesmo porque, se olharmos a média de dias letivos dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), estamos na frente", diz.

O que acontece no Brasil, explica o pesquisador Naercio Menezes Filho, do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), é que há pouca eficiência da hora letiva.

"Do jeito em que estamos, aumentar os dias teria muito pouco efeito sobre o aprendizado. Hoje, das quatro horas em se que passa na escola, há um bom tempo que é gasto no recreio, na chamada e com a indisciplina. 0 professor brasileiro ocupa pouco tempo em ensinar e, por isso, na maioria das escolas o conteúdo programado não é cumprido."

Estudo recente do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), na sigla em inglês, por exemplo, mostrou que as salas de aula brasileiras são mais indisciplinadas do que a média de outros países avaliados.

Pesquisa feita pelo americano Martin Carnoy, professor de economia da educação da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, mostrou que estudantes brasileiros passam a maior parte das aulas copiando instruções escritas na lousa pelo professor, não participam das atividades, ficam entediados e se distraem rabiscando no caderno ou conversando com colegas.



Prioridade.

Para Ilona Becskeházy, da Fundação Lemann, aumentar os dias de aula é um erro de prioridade. "Em vez de propor uma política estruturante, o que se mostra é uma maquiagem", afirma.

O primeiro passo para o avanço da educação no País, segundo Ilona, é investir no melhor preparo do professor. "Ele chega com formação deficiente e já não sabe dar aula. Desse jeito, aumentar o número de dias é crescer o tempo improdutivo", avalia.

Para Ilona, somente com a garantia de um projeto pedagógico consistente é que vale a pena o acréscimo de tempo de estudo, mas não no formato proposto, de aumento do número de dias.

Ilona defende a educação integral: mais horas/aula diárias, com professores capacitados e que trabalhem em um só colégio. Com um vínculo mais estreito com o aluno, cresce a probabilidade de o estudante apresentar melhor rendimento escolar.

Até os custos diminuiriam nesse formato, diz João Batista, do Alfa e Beto. "É uma equação economicamente viável, porque se pagaria o tempo integral de cada profissional. Hoje, o diretor fica 11 horas dentro da escola e o professor não consegue se sustentar lecionando num período só."



Falta diálogo.

Essa proposta do aumento de dias letivos, segundo Ernesto Faria, mostra o quanto se precisa avançar em estudos que unam pedagogos e economistas. "Fica cada um no seu canto e não se conversam." Os pedagogos ficam atrelados à formação que tiveram e, no Brasil, o curso de Pedagogia não traz abordagem econômica. E os economistas acreditam que não precisam do diálogo.

"A presença de um número pequeno de especialistas em educação que dominam a parte técnica faz com que esses economistas não necessitem pesquisar educação mais a fundo. Exemplo disso é que poucos são especialistas apenas em educação. Muitos analisam pobreza, renda e outras políticas públicas."

Um problema que se agrava ainda mais porque, segundo Faria, mesmo entre os pesquisadores de exatas existe pouco debate. "Se os especialistas das exatas não criticam possíveis erros de seus colegas, isso acaba sendo visto pelos especialistas das humanas como se fosse uma visão de todos. Quando não é."

O secretário Ricardo Paes de Barros informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não falaria sobre o assunto.







Fonte: Estadão.com

Jean Marc Cotê: a sala de aula do futuro













Jean Marc Cotê foi um ilustrador francês que viveu no século XIX. Ao longo da década de 1890 ele criou diversas imagens que retratam sua visão de futuro. As ilustrações do artista falam a respeito de um tempo distante: os anos 2000.

A série de ilustrações sobre o tema surgiu após uma empresa de brinquedos pedir a ele que desenhasse o mundo em um tempo desconhecido, que eles jamais chegariam a ver, mas que poderiam, ao menos, supor, imaginar, criar.

As previsões de Jean Cotê são extremamente interessantes e podemos dizer que ele não passou tão longe do que vemos hoje em dia. Chama-me a atenção, em especial, a ilustração acima, criada em 1899, tempo de efervescência da Revolução Industrial, que teve início na Inglaterra e em seguida, impacto ao redor do Globo.

A França, terra natal do ilustrador, já se via extremamente modificada devido aos efeitos da Revolução Industrial e as mudanças econômicas e sociais, geradas pelo avanço tecnológico, já mexiam com o imaginário das pessoas; inclusive com o imaginário de Jean Cotê.

Ele criou essa ilustração em 1899 mostrando como seria, sob seu ponto de vista, uma sala de aula nos anos 2000. O avanço tecnológico modificou todos os campos sociais, inclusive o da educação e, para ele, num futuro distante, as mudanças seriam ainda mais gritantes.

Na imagem, estudantes estão conectados a capacetes eletrônicos fixados em suas cabeças. Cada capacete possui um fio transmissor, que se liga a uma máquina central. Nesta máquina, o professor coloca o conteúdo que deverá chegar aos alunos. Para tanto, ele utiliza livros.



O que a ilustração tem de semelhante com o nosso tempo?

A imagem denuncia um olhar visionário incrível! Jean Cotê, em seu “achismo”, já previu que o acesso a informação seria veloz e que não seria necessário carregar um livro nas mãos para poder se informar… Nesse momento vemos surgir uma previsão de futuro correta: a possibilidade de acesso à informação por meio de aparatos tecnológicos.

Além disso, ele também tirou o professor do centro da sala de aula. Os alunos olham para a frente, enquanto o professor, na lateral da sala, transmite o conteúdo. Porém, apesar de não estar mais no centro da sala de aula, a figura do docente permanece central e exclusiva, já que o professor é o único responsável por passar a informação e nesse momento, excluem-se outros possíveis educadores (aos quais podemos chamar “informais”).

A imagem, contudo não traz consigo a ideia de participação colaborativa. Os alunos recebem a informação e ponto. Não há evidências de interatividade por parte dos estudantes. Hoje isso não se faz real, uma vez que a interatividade é um dos fatores-chaves presentes dentro sala de aula (e fora dela).

Mas apesar dos pesares, temos que elogiar Cotê! Ele se arriscou num imenso desafio! Que tal tentarmos fazer o mesmo exercício e imaginarmos como será uma sala de aula daqui a 100 anos?


Alguém se arrisca?




Fonte: Cadernodia

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Inscrições no Enem começam hoje para presos e jovens em medidas socioeducativas





Começa hoje (3) o prazo de inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para presos ou jovens que cumprem medidas socioeducativas com privação de liberdade. De acordo com edital publicado na última sexta-feira (30) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), as inscrições começam às 10h e vão até as 23h59 do dia 17 de outubro (horário de Brasília).


As provas serão realizadas nos dias 28 e 29 de novembro. As quatro provas objetivas terão 45 questões cada uma e abordarão quatro áreas do conhecimento: Ciências Humanas e suas
Tecnologias (história, geografia, filosofia e sociologia); Ciências da Natureza e suas Tecnologias (química, física e biologia); Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira – inglês ou espanhol -, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação); e Matemática e suas Tecnologias (matemática)


De acordo com o edital, cada unidade prisional ou socieducativa cadastrada deve ter um responsável pedagógico para fazer as inscrições dos participantes. Esse profissional também deverá acompanhar os resultados, pleitear a certificação do participante e a inscrição do candidato no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e outros programas de acesso ao ensino superior, se for o caso.  

O edital lembra que a participação no Enem é voluntária e gratuita e é destinada àqueles que já concluíram o ensino médio ou àqueles que não terminaram essa etapa, mas pretendem obter o certificado de conclusão por meio da prova. Não podem participar dessa edição do Enem pessoas que tiverem sua liberdade decretada antes do exame. Caso o preso seja transferido, a alteração do local de prova pode ser feita até 20 dias da data do exame.

No fim do ano passado, 15 mil pessoas privadas de liberdade fizeram o Enem, sendo que 13 mil tentavam obter certificação no ensino médio.







Documentos para o FNDE terão prorrogação de prazo em virtude de greve

Bolsistas do Fies terão mais prazo para apresentar documentos (Foto: Fabiana Carvalho)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em função da greve dos bancários, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) prorrogou o prazo de validade de documentos necessários para a contratação e o aditamento da operação de crédito do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). “Essa prorrogação foi decidida para não prejudicar os estudantes e evitar a correria nas agências bancárias após o término da paralisação”, afirma Antônio Corrêa Neto, diretor financeiro do FNDE.

Os agentes financeiros do Fies deverão receber até o 20º dia após o término da paralisação o Documento de Regularidade de Inscrição (DRI) e o Documento de Regularidade de Matrícula (DRM) que vencerem durante ou em até dez dias depois do fim da greve.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE


Leia a íntegra da Resolução nº 5, que define o adiamento
 
 
 
 
Fonte: Portal MEC

Curso de pós em Educação será gratuito para professor, anuncia Haddad






O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou que professores da rede pública poderão fazer gratuitamente cursos de pós-graduação lato sensu e stricto sensu (mestrado e doutorado) em Educação, mesmo em instituições de ensino privadas.

Haddad explicou que deve assinar nos próximos dias uma portaria que dará a esses cursos o mesmo mecanismo do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). Segundo o MEC, os professores que decidirem fazer o curso e trabalharem nas redes públicas terão a dívida saldada automaticamente.

O anúncio foi feito na sexta-feira, 30, durante o 7º. Congresso Inclusão: Desafio Contemporâneo para a Educação Infantil, promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Unidades de Educação Infantil da Rede Direta e Autárquica do Município de São Paulo (Sedin).




Fonte: Estadão.com
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