terça-feira, 10 de maio de 2011

Governo vai conceder 75 mil bolsas de estudo no exterior até 2014

 



A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira que o governo pretende conceder 75 mil bolsas de estudo no exterior até 2014. Segundo ela, cerca de 5 mil brasileiros estudam atualmente em países como a Alemanha, França e Estados Unidos.

- É um desafio grande, mas podemos alcançá-lo - disse.

Em seu programa semanal "Café com a Presidenta", Dilma avaliou que, com as bolsas de estudo no exterior e com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), o país dará um "grande salto" no desenvolvimento.

- Temos que lembrar que o Brasil precisa de mão de obra qualificada para prosseguir nesse novo ciclo do seu desenvolvimento - afirmou.

De acordo com a presidente, o governo conclui este ano 81 novas escolas técnicas e entrega mais 200 até 2014, totalizando 555 unidades em todo o país.

Os cursos disponíveis, segundo ela, incluem áreas como hotelaria, culinária e informática. Dilma destacou ainda que o chamado Sistema S (Senai, Senac, Senar, Senat e Sescoop) terá sua estrutura ampliada por meio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).




Leia mais sobre esse assunto em : O Globo

Programa Todos pela Escola recebe reforço de R$ 500 mil


O programa estadual Todos pela Escola recebeu um reforço de R$ 500 mil na manhã de domingo (8), a partir de uma ideia que nasceu de uma brincadeira.
O montante foi doado por uma empresa da iniciativa privada ao Instituto Ayrton Senna, em cerimônia realizada no Colégio Municipal Tertuliano Góes, no Alto das Pombas, para que, em troca, o governador Jaques Wagner doasse a barba que o caracteriza há 34 anos.

“Eu acho que na batalha da educação vale tudo, vale uma barba, vale o sacrifício, vale o investimento que a gente está fazendo, no caso, uma parceria também com a Prefeitura”, afirmou o governador.

Segundo Wagner, cinco escolas municipais da região do Calabar - Alto das Pombas foram escolhidas para receber o benefício devido ao trabalho que já vem sendo desenvolvido, com a implantação da Base Comunitária de Segurança. “Segurança não é polícia,  é principalmente Educação, Saúde, tudo isso”.


Integração

O programa Todos pela Escola, para o secretário da Educação, Osvaldo Barreto, tem como uma das ações prioritárias a integração com as políticas municipais. “Ficou decidido aplicar o dinheiro aqui na região do Calabar até como uma coisa simbólica, num momento em que o Pacto pela Vida se estabelece”.

O secretário da Segurança, Maurício Barbosa, disse que  a Educação, junto com a Cultura, o lazer e o Trabalho, traz oportunidades para que crianças e adolescentes tenham uma profissão no futuro, evitando que sejam cooptados pelo narcotráfico.

“A questão da educação é fundamental, assim como ter um acompanhamento em cima destas crianças e adolescentes, saber o que eles  estão fazendo e oferecer uma oportunidade para que eles consigam viver dignamente no futuro”, afirmou.

Para a presidente do Insituto Ayrton Senna e irmã do piloto morto em 1994, Viviane Senna, a iniciativa é um gesto que representa muito mais do que o valor doado. “O que o governador está fazendo é abrir espaço para que muitas pessoas possam contribuir para esta causa, que é a educação”.

O Instituto Ayrton Senna atua desde 1994 no desenvolvimento de soluções para combater os problemas da educação pública, com a parceria do Governo do Estado e da prefeitura de Salvador.


Política pública

A coordenadora regional de educação do município, Cinthia Barbalho, avalia que a iniciativa converge em toda a política pública. “A gente tem hoje uma grande ação acontecendo no Calabar, onde a gente vê investimento nas áreas de saúde, educação, segurança pública, e agora essas duas secretarias, do Estado e do município, fortalecem as nossas comunidades”.

Além de uma escola aberta gerida pela comunidade, quatro unidades de ensino da região do Calabar e do Alto das Pombas serão beneficiadas pela verba. São elas a Escola Municipal Tertuliano Góes, o Conjunto Assistencial Nossa Senhora de Fátima, a Casa da Amizade e o Centro Municipal de Educação Integrada (Cmei).


Todos pela Escola

Para melhorar a qualidade das escolas públicas em todo território baiano, por meio de um regime de colaboração e parceria entre Estado, municípios e sociedade, o governo baiano celebrou o Dia Nacional da Educação (28 de abril) com o lançamento do programa Todos pela Escola.

A meta da Secretaria da Educação (SEC) para a gestão 2011-2014 é elevar os índices de aprovação para, no mínimo, 90% nas séries iniciais, 85% nas séries finais do ensino fundamental e 80% nas séries finais do ensino médio.

Ao governo, cabe a produção e distribuição de material didático destinado ao processo de alfabetização nos municípios, oferecer cursos de formação para os educadores, além de ter a missão de articular ações com o governo federal para cumprimento do programa.

Os governos municipais ficarão responsáveis por viabilizar a participação dos docentes nos cursos de formação, acompanhar o desempenho dos estudantes, oferecer reforço escolar, instalar cantinhos de leitura e bibliotecas e também indicar a equipe gestora das ações do pacto nas localidades.



Fonte: SEC - Bahia

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Enem 2011 terá questões formuladas por 59 faculdades

 
O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas) divulgou nesta quinta –feira (5) que 59 instituições públicas se cadastraram no Banco Nacional de Itens do Inep/ MEC para criar questões do Enem ( Exame Nacional de Ensino Médio). A ideia é ampliar o número de perguntas na base de dados e de certa forma treinar as instituições para avaliações de grande escala.

Das 59 faculdades cadastradas, sete são Cefets (Centros Federais de Educação Tecnológica), cinco são Fundações Universitárias e duas são Centros Federais. As demais são universidades federais e estaduais.

Na próxima etapa do processo de elaboração de itens para o BNI, o Inep oferecerá capacitação aos coordenadores-gerais e coordenadores de área de todas as instituições inscritas. A capacitação abrangerá avaliação, instrumentos de medidas, matrizes de referência, elaboração e revisão de itens.

Só depois será dado início ao processo efetivo de elaboração de itens – que terá que ser feito, obrigatoriamente, em ambiente seguro. Em 2009, a segurança do próprio Enem foi abalada. A prova foi furtada de dentro da gráfica onde estava sendo impressa. Em 2010, estudantes de Petrolina ficaram sabendo antes o tema da redação, pois fiscais violaram o lacre da prova.


Exame

Cada instituição deverá produzir no mínimo 100 questões de uma mesma área do conhecimento. Os temas são, matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias.

Os itens devem conter questões objetivas, compostas por um texto-base, enunciado, cinco alternativas e apenas uma resposta correta, além de uma justificativa para cada alternativa. Além disso todos terão que atender às matrizes de habilidades e competências do Enem. Todos passarão por uma revisão do Inep/MEC.

As faculdades receberão um incentivo financeiro, proporcional ao número de questões elaboradas e aprovadas. Para isso, é necessário que a instituição prepare, no mínimo, 500 questões.



Fonte: R7

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Vestibular dificulta mudança do Ensino Médio, dizem escolas

Colégios afirmam, porém, que vão debater a flexibilização do currículo aprovada pelo Conselho Nacional de Educação


Mariana Mandelli


Escolas particulares de São Paulo afirmam que vão discutir a flexibilização do currículo do ensino médio, aprovada anteontem pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília. No entanto, os colégios admitem que o foco no vestibular das grandes universidades paulistas pode forçar a permanência do currículo tradicional.

"De forma alguma vamos abandonar a grade acadêmica. Mas ela não nos impede de trabalhar as áreas de cultura, ciência, trabalho e tecnologia. Aliás, já fazemos isso há quatro anos", afirma o diretor do Colégio Stockler, Agostinho Marques Filho.

Para Gisele Magnossão, diretora pedagógica do Albert Sabin, o perfil do aluno deve pesar na decisão. "A escola vai ter de analisar como fazer escolhas dentro de sua demanda, especialmente no caso dos vestibulandos", diz ela. "Mas a discussão é interessante porque retoma o papel do ensino médio de preparar o aluno para a vida."

Sueli Conte, mantenedora do Colégio Renovação, concorda. "Vamos fazer um trabalho com uma psicóloga para identificar as habilidades e interesses dos nossos alunos", afirma.

O Colégio Santa Maria também já flexibiliza seu currículo com disciplinas como geopolítica e comunicação e mídia. "Mas vamos analisar e buscar a melhor forma de nos adaptarmos", conta a diretora-geral, irmã Diane Clay Cundiff. Outras escolas, como o Magister, Móbile e Viva, também apresentam, em sua grade curricular, disciplinas diferenciadas.


Rede pública
A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo não se manifestou sobre o assunto. Já a Secretaria Estadual disse que vai esperar receber a homologação das diretrizes do Conselho Estadual de Educação.


Demanda

DÉBORA VAZ, DIRETORA PEDAGÓGICA DA ESCOLA CASTANHEIRAS:
"Discutindo a criação do ensino médio, notamos que temos de combinar a grade com o perfil da comunidade.



quinta-feira, 5 de maio de 2011

Melhoria da distribuição de renda é consequência de mais educação

 
 
 
Estudos do economista Marcelo Néri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), indicam que o aumento da escolaridade dos brasileiros se reflete diretamente na melhoria da renda. No período de 2000 a 2010, a escolaridade dos 20% mais pobres da população cresceu 55,6% e a renda 49,5%; no grupo dos 20% mais ricos, a escolaridade subiu 8,12% e a renda, 8,9%.

Néri analisou dados da década utilizando informações colhidas pela Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad) e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). No recorte educação, que faz parte do estudo divulgado na última terça-feira, 3, o economista também elaborou tabelas sobre as regiões, os estados e destacou o efeito educação sobre populações branca, preta, parda.

A comparação de dados sobre as regiões Nordeste, a mais pobre do país, e Sudeste, a mais rica, revela um crescimento expressivo do Nordeste. O efeito educação sobre a população nordestina foi de 30,68% na década, acompanhando de um crescimento de 29,49% da renda.  No Sudeste, o crescimento educacional foi de 15,67%, enquanto a renda subiu 8,6%.

No Maranhão, considerado o estado mais pobre do país, o crescimento da educação na década foi de 42,34%, a renda aumentou 36,48%. Em São Paulo, que é seu contraponto, a educação cresceu 15,22%, e a renda, 1,54%.
Quando são analisados os dados sobre educação e as raças, pretos e pardos obtêm conquistas superiores aos brancos em todo o país. A escolaridade dos pretos subiu 30,77% na década e a renda, 31,48%; entre os pardos, a escolaridade cresceu 30,17% e a renda, 37,03%. Já entre os brancos, o estudo aumentou 16,10% e a renda aumentou em 12,42.

Especialistas comentam a pesquisa:

Clélio Campolina, reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – “Vários mecanismos promovem a ascensão social, mas a educação entre todos é o que tem um impacto brutal de mudança. O resultado da pesquisa da FGV mostra que o país está no caminho certo ao abrir mais vagas no ensino superior público e com o ProUni (Programa Universidade para Todos), mas ainda precisa valorizar muito mais o professor do ensino fundamental e médio. Essa valorização é com salário e formação.”

Priscila Fonseca da Cruz, diretora executiva do Todos pela Educação – “A pesquisa é muito importante porque chama a atenção do país para o papel da educação na redução das desigualdades. A ausência de educação gerou desigualdade social, e hoje é o acesso à educação que está modificando esse quadro e promovendo a equidade. Temos que prestar atenção num detalhe: durante um tempo, a escolaridade funciona, mas o desafio é aumentar a aprendizagem dos alunos jovens e adultos para atender um mercado de trabalho mais exigente e com mais tecnologia. Carreira e salário do professor da educação básica estão entre os pontos que devem ser considerados para obter esses avanços.”

Nilene Badeca, presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) – “A educação é o presente e o futuro, ela prepara para o depois da escola, por isso é fundamental. A importância está no acesso à educação, hoje temos o ensino fundamental, que recebe 97% das crianças nesse nível educacional. Mas também é preciso garantir que as crianças e os jovens permaneçam na escola, para isso não é suficiente apenas proporcionar as vagas, é preciso garantir transporte escolar, merenda, material didático. Gestores, governadores e prefeitos têm que dar condições ao jovem para que permaneça na escola, os estados e municípios têm que se preparar para funcionar em tempo integral, para oferecer contraturno, capacitando e preparando os estudantes.”

Assessoria de Comunicação Social

 

Confira o estudo no portal da FGV.

Ensino médio poderá ter currículo mais flexível

Novas diretrizes curriculares foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação e esperam homologação do ministro da Educação

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou na última quarta-feira (04) as novas diretrizes curriculares para o ensino médio. O relatório prevê maior flexibilização do currículo e abre a oportunidade de ampliação da carga horária do ensino médio para além dos atuais três anos. O texto ainda precisa de homologação do ministro Fernando Haddad.


De acordo com as novas diretrizes, que não eram revistas desde 1998, as escolas poderão organizar o ensino em torno de quatro grandes áreas: trabalho, tecnologia, ciência e cultura. A partir delas, a instituição organizará o seu currículo dando maior ênfase em algumas disciplinas. Por exemplo, um colégio que fica em uma região mais industrial poderá se voltar mais para o ensino de tecnologia e trabalho, dando mais destaque para as matérias de física e química.

Apesar de poder focar mais em uma área, as escolas não poderão deixar de ensinar as disciplinas clássicas, como português, matemática, ciências, história e geografia. A diferença agora é que as instituições terão autonomia para organizar a carga horária de cada matéria.

O relatório também abre espaço para que as escolas tenham a liberdade de ampliar a duração do ensino médio. A carga horária mínima exigida de 2, 4 mil horas para os três anos desta etapa do ensino será mantida, mas poderá ser estendida caso a escola queria oferecer atividades além das consideradas obrigatórias.

Segundo o texto aprovado pelo CNE, a ampliação da carga horária tem peso especial no caso do ensino médio noturno que, em geral, tem menos tempo de aula do que o ensino matutino. O relatório indica uma opção de aumentar em 20% a carga horária na modalidade ensino a distância. Também sugere que, se necessário, o ano letivo seja estendido para além dos atuais três anos.

De acordo com o relator do parecer, José Fernandes de Lima, essas propostas visam definir uma identidade para o ensino médio, etapa que, por ser a última da educação básica, tem que preparar o estudante para a vida.



terça-feira, 3 de maio de 2011

Lideranças parceiras do Topa participam de escuta aberta na Escola Parque


 

A terça-feira foi de debate e esclarecimento para 404 lideranças de entidades que aderiram à 4ª Etapa do Programa Todos pela Alfabetização (Topa), no III Encontro Estadual dos Representantes dos Movimentos Sociais e Sindicais – Escuta Aberta. O evento prossegue até quarta-feira (04/05) no Centro Educacional Carneiro Ribeiro – Escola Parque, no bairro da Caixa D´Água, em Salvador. O encontro, organizado pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia, teve o objetivo de tratar sobre avanços e desafios do Topa.

“A cada etapa do programa, nós fazemos esta escuta, com o intuito de ouvir e debater com vocês as dificuldades e avanços do programa. É muito importante estabelecer este diálogo constante, trabalhar nesta construção de uma política de educação de jovens e adultos”, afirmou Elenir Alves, coordenadora do Topa, durante a abertura do evento, que apresentou aos presentes os princípios, a concepção, estrutura e funcionamento do programa.
 
As lideranças contaram com palestras sobre a importância da participação no desenvolvimento do Topa. “Acho o encontro muito interessante porque nós passamos a ter mais experiência com o assunto. Acredito que a temática fica ainda mais fortalecida. É a primeira vez que venho e estou gostando de tudo”, afirma Dilma Assunção, do município de Vera Cruz.
 
Para Gabriela Teixeira, de São Francisco do Conde, que trabalha com o Topa aplicado a alunos com necessidades educativas especiais, na APAE, a chance de trocar ideias com outros participantes é essencial. “Nós estamos com a segunda turma do Topa lá na cidade. O programa realmente é muito bem-sucedido. Percebemos o resultado. Estar aqui é importante”, considera.
 
Números – De 2007 até o momento, o programa Todos pela Alfabetização (Topa) já beneficiou 936 mil pessoas em todo o Estado, graças à parceria das prefeituras e das entidades dos movimentos sociais e sindicais, além de universidades públicas e privadas. A meta do governo é alfabetizar mais um milhão de pessoas nos próximos quatro anos. A terceira etapa do Topa, que tem registrada 536 mil pessoas, alfabetizou 291 mil em dezembro de 2010 e até julho de 2011 outros 185 mil. A quarta etapa contempla 283 mil pessoas não alfabetizadas.


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