quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Marcha da UNE em Brasília reúne 2,5 mil estudantes




Manifestação pede 10% do PIB para educação; a dirigente estudantil chilena Camila Vallejo participou do protesto



A União Nacional dos Estudantes (UNE) promoveu na manhã desta quarta-feira, em Brasília, uma manifestação para defender, entre outros pontos, investimento de 10% do PIB na educação e melhorias na assistência estudantil. O protesto contou com a participação de Camila Vallejo, presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (Fech).



A chilena Camila Vallejo apoiou presidente da UNE, Daniel Iliescu, durante manifestação - Wilson Dias/Agência Brasil
A chilena Camila Vallejo apoiou presidente da UNE, Daniel Iliescu, durante manifestação
Wilson Dias/Agência Brasil

O ato começou com a lavagem simbólica da entrada do Banco Central. Em meio a palavras de ordem contra a taxa de juros, os estudantes, com ajuda de um carro-pipa, jogaram sabão em pó e usaram vassouras para escovar o chão.

Depois os participantes seguiram em passeata até o gramado em frente ao Congresso Nacional, onde continuaram a reivindicar, por exemplo, 50% do fundo social do pré-sal para investimentos em educação.

Segundo estimativa da Polícia Militar, o protesto reuniu 2,5 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios - a UNE fala em 20 mil.




Chile

Camila Vallejo, considerada a musa do movimento estudantil chileno, participou da manifestação. Ela falou aos brasileiros sobre a situação de seu país, onde alunos do ensino fundamental ao superior ocupam escolas e fazem barricadas para exigir do governo federal educação pública e gratuita.


Para Iliescu, embora os atos realizados no Brasil atraiam menos participantes, os jovens daqui são "muito participativos". "O número de 20 mil pessoas aqui hoje, somado às mobilizações que têm ocorrido no País, é muito expressivo. O que não nos isenta da vontade de colocar milhares, milhões na rua, para manifestar nossos interesses."

O presidente da UNE disse ainda que a situação no Chile é atípica e lembra o movimento que ocorreu em 1992 por aqui, quando milhares de jovens pintaram os rostos e pediram o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello. "O presidente do Chile (Sebastian Piñera) está comprometido com uma agenda lesiva a seu país."



Agenda cheia.

Hoje à tarde, os estudantes serão recebidos no Palácio do Planalto pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. A UNE vai entregar uma pauta com 43 reivindicações, que incluem a erradicação do analfabetismo no País e o fim do superávit primário.

Enquanto isso, Camila Vallejo vai participar de uma sessão da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, em solidariedade à manifestação dos estudantes chilenos. Mais tarde, às 15h30, Iliescu e Camila terão audiência com o presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS).

No fim da tarde, a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, vai conversar com os dirigentes estudantis do Brasil e do Chile. A agenda de Iliescu e Camila termina com a participação na abertura do Encontro de Mulheres da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), também em Brasília.


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